Por Marcelo Reibscheid
Pais veteranos ou de primeira viagem sabem que não há fórmula mágica para uma boa educação dos filhos. Também não existe manual para ser um bom pai ou uma boa mãe. No entanto, a mudança de pequenas atitudes na rotina diária e atenção especial ao que será importante para a criança no futuro podem não só ajudar na criação dos filhos como garantir a felicidade deles. Pesquisadores americanos realizaram os mais diversos levantamentos e chegaram à conclusão de que 10 passos básicos podem auxiliar as famílias. Dr. Marcelo Reibscheid, lista essas dicas e comenta um pouco sobre cada uma delas:
1. Conheça seus filhos
Como em qualquer relacionamento, conhecer bem o outro é fundamental. Passar mais tempo com o filho ou aproveitar melhor os momentos juntos permitirá aprender mais sobre seu perfil emocional, características, pontos fortes e fracos.
“Esse item é muito importante para que os pais possam orientar bem as crianças em todas as situações”, ressalta o pediatra.
2. Não force a perfeição
Filhos reprimidos por não corresponderem às expectativas não pode ser positivo. Respeite a personalidade do seu filho e valorize as habilidades com incentivos e não com pressão.
3. Permita a argumentação
Diálogo é a base de qualquer relação. Certamente a criança não pode expressar tudo o que pensa a todo momento, mas sufocar a argumentação dos filhos também não resolve.
“ É preciso saber ouvir até mesmo para entender melhor os valores do seu filho e saber até onde ele pode ir em uma situação”, orienta Reibscheid.
4. Bom relacionamento entre as mães e os meninos
A figura paterna sempre foi vista como mais importante nesse caso. Levar o garoto para jogar bola, falar sobre os mistérios das mulheres. Ótimo. No entanto, estudos recentes apontam que uma boa ligação entre mães e filhos garante inclusive sucesso nas relações amorosas.
5. Vigie sua saúde mental Problemas psicológicos dos pais podem afetar diretamente aos filhos. Então, quando bater aquele desânimo pense no seu filho para ganhar força e levantar a cabeça.
6. Conserve uma boa relação com o pai do seu filho
“Um dos maiores trunfos da educação dos filhos não estrá na sua relação direta com eles, mas sim entre você e o pai do seu filho ou seu marido”, ressalta o especialista. Um casamento estável aumenta as chances de segurança emocional dos pequenos. Se você é divorciada ou viúva procure orientação psicológica para não causar traumas no seu filho. Se seu casamento anda mal, evite permitir que os filhos escutem brigas no quarto ao lado enquanto precisam dormir, por exemplo.
7. Ofereça liberdade Criar os filhos para o mundo.
A frase diz tudo. Impedir que os filhos vivenciem determinadas situações na tentavia de protege-lo somente atrasa a experiência e maturidade das crianças e ainda pode gerar problemas de ansiedade e individualismo. Se você é o tipo de mãe que questiona os professores a cada nota ruim do filho na escola, é hora de repensar alguns conceitos.
8. Estimule a autocompaixão Uma criança não deve sentir pena de si mesma e nem incentivada a reprimir seus pensamentos e sentimentos. Um filho saudável é aquele que sabe entender a ele mesmo nos erros e acertos e os pais têm papel crucial com palavras e exemplos corretos.
9. Seja positivo A agressividade infantil está diretamente relacionada ao clima emocional que a criança encontra em casa. Filhos com histórico de agressividade até os 5 anos de idade tendem a carregar essa característica adiante na vida. Evite ser negativo na presença dos pequenos.
10. Brinque desde muito cedo
“Uma criança precisa de pais que possam representar uma companhia divertida nas horas alegres. Por essa reação, os cientistas destacam o papel fundamental das brincadeiras na vida entre pais e filhos desde a infância. Brincadeiras agregam criatividade e saúde psicológica às crianças”, finaliza o especialista.
Dr. Marcelo Reibscheid é neonatologista e pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz. Acesse o site do médico, Pediatria em foco. http://www.pediatriaemfoco.com.br/
Não tenho tempo
Por Francisca Romana Giacometti Paris
Velocidade é imperativo na vida cotidiana. O tempo de que dispomos para realizar todos os nossos afazeres é sempre pouco. A meta de oferecer aos nossos filhos as melhores condições de vida fundamenta nossa correria e acalma nossa consciência.
Trabalhamos muito convencidos de que nosso papel heróico é importante para a real felicidade dos rebentos. Todavia, distanciamo-nos, cada dia um pouco mais, da educação e dos cuidados das crianças e dos adolescentes. Na verdade, terceirizamos nossa função e nosso privilégio de pais às avós, babás e tantos outros agentes sociais, deixando com que os filhos cresçam e se desenvolvam alheios a nós, ausentes de pais.
Dizemos não ter tempo. Será? Nós realmente não temos tempo ou a educação dos filhos não nos parece prioridade inconteste?
Se analisarmos, temos tempo para fazer as unhas, acompanhar as novelas, assistir aos jogos de futebol, para fazer um happy-hour com os amigos. Concluindo, conseguimos tempo para realizar afazeres que nos agradam e “deixamos para depois” as tarefas que desgastam, pois educar filhos não é tão fácil nem parece prazeroso.
Interessar-se pela vida escolar, querer conhecer os colegas, saber sobre as dificuldades de aprendizagem e propor ajuda ao filho pode ser tedioso, como também é desgastante negar determinadas solicitações e administrar suas tradicionais consequências: reclamações, cara feia e choros, entre tantas outras.
Chegar em casa, após um extenuante dia de trabalho, e desejar conversar sobre os acontecimentos do dia ou ouvir as lamúrias (injustificáveis para nós) esgota nossa paciência. Levantar-se da comodidade do sofá para mediar uma discussão entre irmãos é muito desgastante. Então, tantas vezes preferimos fazer de conta que nada escutamos.
E quando nos damos conta, já é tarde e nossos filhos parecem estranhos a nós mesmos. Diante de filhos rebeldes, drogados ou insolentes, muito pais revelam-me desconhecer os filhos e dizem não saber quando e por que ocorreram mudanças.
Infelizmente, desvendo aos pais que eles, na verdade, nunca conheceram os próprios filhos. Não foram capazes de perceber as mudanças simplesmente porque estavam distanciados, preocupados em propor-lhes condições favoráveis de vida e tomados por comodidade e covardia.
Devemos abrir nossos olhos para perceber que descumprimos nossos deveres de pais, uma vez que é pela convivência que os ajudamos a construir suas escolhas, qualidades e virtudes, ensinando-lhes sobre amor, sofrimento, desilusões, ganhos e perdas... Enfim, sobre a vida!
Isso dá trabalho e exige muito empenho. Talvez seja uma das tarefas mais complexas do mundo, mas, sem dúvidas, é das mais honrosas. Talvez estejamos perdendo tempo e nem percebemos. Vamos “ganhar” tempo com quem mais merece: com os filhos e com os pais. Ou seja, com nós mesmos.
Francisca Romana Giacometti Paris é Pedagoga, Mestre em Educação, diretora Pedagógica do Agora Sistema de Ensino (www.souagora.com.br) e do Ético Sistema de Ensino (www.sejaetico.com.br) Editora Saraiva, e ex-secretária de Educação de Ribeirão Preto (SP)
Por Gilberto F. da Silva (coluna 4)
Olá, pessoal! Mas uma vez estou diante de meu computador tentando escrever para vocês. Tentando ser o mais claro possível neste diálogo virtual. A internet tem dessas coisas, conversamos com pessoas virtuais. Interagimos emocionalmente com um ser que nem de carne e osso é, apesar de existir. Conversamos com um monitor através de um teclado na certeza de que do outro lado alguém lerá nossas palavras e as responderá ou não. A internet é essa doideira socializada e integrada ao nosso dia a dia. Espaço onde pessoas inescrupulosas de aproveitam da ingenuidade de nossas crianças e as aliciam, as corrompem jogando-as contra os próprios pais, as sequestram e com elas desaparecem sem deixar vestígios, apenas um rastro de dor e sofrimento, tanto em quem fica, quanto em quem é levado. A internet invade nossos lares 24 horas por dia. Ela em si não é nem boa nem má, apenas é. Com todas as suas possibilidades. Cortá-las da vida de nossos filhos? Nem pensar, seria o início da Terceira Guerra Mundial familiar. Vigiá-los? Esquece, seriamos tachados de caretas e repressores, um Hitler da era virtual. O que fazer então? Nada? Claro que não. Temos sempre que fazer algo, afinal são os nossos filhos, porém devemos incluir o respeito ao outro (no caso ao filho) na execução desse fazer. Sim respeitar não é concordar incondicionalmente. Não é aceitar, não é baixar a cabeça; mas sim valorizar o outro em sua dimensão humana. Respeitar é aceitar os desejos dos filhos como legítimos e verdadeiros, porém deixando bem claro o que é possível ou não fazer em dado momento. É dizer NÃO quando essa é a melhor maneira de educar. É dizer SIM, quando essa é a melhor resposta possível diante do merecimento do filho. Respeitar é dar colo independente da idade, ou dar bronca sem prestar atenção ao tamanho do filho. Respeitar é educar sem humilhar. É amar sem que com isso caia na submissão. Entretanto a condição necessária para que isso realmente ocorra é a presença dos pais na vida dos filhos. Não tem escapatória. Como dizia um antigo comercial de remédio: “Não basta ser pai, tem que participar.” A semana começa hoje que, tal praticar esses conceitos no dia a dia com seus filhos???? Um forte abraço a todos.
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Por Gilberto F. da Silva (coluna 3)
gilberto.silva@portalkids.org.br
Hoje é segunda feira, tive um fim de semana legal, com muitas atividades sociais. Algumas delas me deixaram cansado, mas feliz. Para que algumas atividades acontecessem, tive que abrir mão de outras. A vida é assim, feita de escolhas. Às vezes escolhemos o melhor para nós, outras escolhemos o melhor possível, que é uma forma popular de dizer é “o menos pior”. Na minha maneira de ver as coisas, sempre escolhemos, mesmo que de forma inconsciente, mesmo quando deixamos de escolher, fazemos uma escolha. E se escolher é a condição primordial, porque não fazer escolhas de formas conscientes e guiadas por nossa vontade? Para isso acontecer devemos estar atentos aos nossos sentimentos, nossas emoções, nossos desejos. Devemos estar presentes diante de nós e consciente do que queremos e podemos alcançar. Hoje vou abordar um tema muito importante e que afeta a maioria dos lares brasileiros: a educação dos filhos. Como educar? Bater é correto? Dar tudo o que o filho quer ajuda ou atrapalha? Ser duro como nossos pais foram é a melhor forma? Ou deixar rolar as coisas desperta mais rápido a responsabilidade? Para essas perguntas eu tenho apenas uma resposta: Não sei, pode ser! Pode parecer idiota, mas creio ser essa a única resposta para as perguntas acima. Sabem por que? Explico: Cada relação é única, envolve pessoas diferentes em momentos diferentes, com expectativas diferentes a cada momento. Talvez o leitor esteja se perguntando: “O que fazer então? Nada?”. Respondo: sim e não. Na verdade a única coisa que deveria ser comum em todos os relacionamentos humanos é a presença e o diálogo. Não a simples presença física, mas sim a integral. Estar com os filhos de forma integral, por inteiro, é o que nos habilita a construir com eles uma relação verdadeira, tendo por suporte um diálogo franco e honesto. Durante meus atendimentos tenho percebido que muitos pais não conseguem se disponibilizar para os filhos, principalmente na hora das brincadeiras. Alegam cansaço, estresse, falta de disposição, falta de tempo, etc. Tudo bem, tenho certeza que tudo isso é real, porém, os filhos também o são e não é justo que fiquem relegados ao segundo plano. Brincar, além de educativo, é relaxante tanto para criança quanto para o adulto. Através das brincadeiras é possível construir um sólido laço de amizade e respeito ainda em tenra idade, que perdurará pela vida toda. Além disso, através da brincadeira, é possível saber o que tem acontecido de bom ou de ruim na vida dos filhos, sejam eles pequenos ou grandes. É possível saber de um adulto está se aproximando da criança de forma diferente, é possível saber se algo de diferente está acontecendo em sua vida, é possível perceber alterações no comportamento do filho e assim poder ajudá-lo ou acolhe-lo. É possível muita coisa. PENSEM NISSO. Por enquanto é só. Em breve continuarei a abordar esse assunto. Uma ótima semana a todos.Envie seus comentários ou sugira temas para a coluna Conversando com o Psicólogo pelo e-mail: gilberto.silva@portalkids.org.br. Contatos para palestras, cursos e atendimento psicológico com o profissional pelo telefone: (21) 7815-8947
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Por Gilberto F. da Silva (coluna 2)
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Em recente sessão, ouvi de meu terapeuta que a maior dor do mundo é a da perda de um filho. Ele fazia referência à dor de um pai quando perde um filho para a morte. Na mesma hora retruquei que não. Que a maior dor do mundo é ter um filho desaparecido ou sequestrado. Eu não tinha essa consciência antes de começar o trabalho de atendimento psicológico as mães de crianças desaparecidas. Num sábado, após terminar o trabalho com as Mães do Brasil, dirigi-me para casa de minha ex-esposa, para pegar minha filha que há época tinha 4 anos. Antes, porém, passei na locadora para alugar um DVD. No local havia um pai com uma criança, que pela voz parecia ser pequena. Eles estavam posicionados de um jeito que eu apenas ouvia a voz da criança, mas não os via. Ela o ajudava a escolher qual filme assistiriam. Era uma voz doce, sonora, alegre e cheia de vida como deve ser a voz de uma criança que aparentemente estava feliz. Naquele momento, pensei: Daqui a pouco vou estar com minha filha no colo, vou poder abraçá-la, beijá-la e brincar com ela. E as Mães? Me veio na mente o semblante daquelas mulheres que há apenas alguns minutos eu havia atendido. Pude vivenciar por um momento a dor delas. A dor de voltar para casa e não poder abraçar o filho, a angústia de não poder tocá-lo, de não poder fazer-lhe um carinho. Da saudade de não poder ver seu rosto, de vê-lo correr, sorrir e porque não, chorar. Naquele momento eu me questionei se fosse eu a estar com minha filha desaparecida? O que eu faria? O que sentiria sem saber onde ela esta? Nossa... Não tenho como descrever a angustia que tomou conta de mim e me fez ir correndo para casa da minha ex-esposa, pegar minha filha no colo e beijá-la muito. Como se eu quisesse ter a certeza que aquela angustia sentida não iria acontecer comigo. Essa pequena experiência serviu-me de alerta. A partir daquele instante eu, que já respeitava em muito a força daquelas mulheres guerreiras, passei a respeitar muito mais. Tal experiência me ajudou a olhá-las de outra forma e isso contribuiu para o bom andamento dos atendimentos com elas. Um forte abraço a todos.
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Estou formado em psicologia desde 1993, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e comecei a atuar como psicólogo em 2001, realizando voluntariamente entrevistas com crianças e adolescentes vítimas de abusos sexuais e/ou maus tratos na Delegacia de Proteção a Criança e o Adolescente (DPCA) do Rio de Janeiro. Atualmente realizo o mesmo trabalho na DCAV (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima) do Rio de Janeiro, sou pós graduando pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) em combate a violência contra a criança e ao adolescente, faço palestras e ministro cursos sobre o tema abuso sexual. Em 2005, conheci a Wal Ferrão, presidenta do Portal Kids e o trabalho que ela realizava com as Mães do Brasil de forma voluntária e com muita luta. Achei seu esforço e dedicação pela causa bacana e me ofereci para ajudar de forma voluntária no que me fosse possível. Entretanto, me surpreendi com o convite dela para atuar num projeto de atendimento psicológico a ser realizado pela instituição que teria o apoio do projeto Criança Esperança. Não tinha a menor idéia por onde começar, mas tinha algo que hoje percebo ter sido de suma importância para um bom inicio de trabalho. UM VERDEIRO RESPEITO PELA CONDIÇÃO HUMANA. Pode parecer pouco, mas quando nos relacionamos com alguém tendo essa condição como base, não importa aonde o relacionamento chegue, pode ter certeza que chegará aonde for melhor ou for possível para ambos. Quando se alcança esse resultado, mesmo num clima de dor, é muito libertador. Esse início respeitoso permitiu que eu escutasse as demandas das mães com um olhar pouco preconceituoso e muito atencioso. No decorrer do processo de atendimento pude perceber a baixa estima delas, que acarretava uma baixa energia para realizar simples tarefas diárias ou em estabelecer e/ou manter vínculos afetivos. Nada na vida importava. Mas, ao contrário de pessoas com quadro depressivo grave, em que se perde a visão do que se quer, as mães sabiam o que queriam: a volta dos filhos desaparecidos. Esse querer dominava a vida delas, fazendo com que deixassem de dar atenção a outras coisas importantes, como os maridos, os outros filhos, parentes, amigos, o lazer, a vida pessoal e profissional. A vida para elas só tinha um objetivo: achar os filhos ou pelo menos obter uma resposta definitiva sobre o que aconteceu. Hoje, quando relembro aqueles rostos sofridos, aquelas expressões de desanimo; às vezes escondida debaixo de um sorriso, sinto-me honrado por ter participado desse trabalho, de estar ao lado delas, das que participaram ativamente das reuniões e daquelas que simplesmente dormiam quase todo o tempo. Entendo que acolher é isso, ver o outro e perceber o que ele pode oferecer ao grupo. Para muitas delas estar ali já era uma vitória, mesmo que dormindo. Interessante, mesmo a distância e depois de tanto tempo, aquelas mulheres guerreiras ainda conseguem (mesmo sem saber) ocupar um importante lugar na minha vida profissional e no meu coração. Percebo isso ao escrever este primeiro artigo, de uma série que fui convidado pelo Portal Kids a criar sobre meu trabalho de atendimento psicológico com as Mães do Brasil e também sobre outros temas de interesse humano. Novamente sou surpreendido com essa inusitada proposta e novamente começo essa nova atividade tateando, como aconteceu nas primeiras reuniões de atendimento. Espero que as mães de crianças desaparecidas e o público em geral possa encontrar e oferecer a si mesmos, a seus familiares e à sociedade, toda a capacidade de superação que as Mães do Brasil têm encontrado e fornecido a si mesmas e a quem com elas convivem.
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