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08 março 2018

Mulheres Inspiradoras

31 outubro 2015

Movimento Mães do Brasil na Cinelândia



Conforme convocado, no último dia 28 de outubro realizamos o primeiro dos movimentos de rua que serão mensais. Nosso objetivo é dar visibilidade e promover uma aproximação da sociedade, autoridades e movimentos sociais para com a causa da pessoa desaparecida. O local do primeiro encontro foi as escadarias da Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, Rio de Janeiro, onde há 16 anos nascia o movimento Mães do Brasil, que foi iniciado pela ONG Portal Kids a pedido de quatro mães: Tercília Frederico, Suely Porfírio, Joana Sena e Tânia Côssio, que este ano teve os dois filhos, sequestrados pelo pai há 34 anos, localizados pela instituição.

Gostaríamos de agradecer o apoio da imprensa, que deu ampla cobertura ao movimento, a presença dos movimentos Gabriela Sou da Paz, Mães Sem Nome e Meu Rio; ao Vereador do Partido da Solidariedade, Carlos Eduardo, que doou faixas e camisetas para as Mães do Brasil e o Ministério Público do Rio de Janeiro, que agendou com Jovita Vieira, uma das lideres do movimento, uma reunião para discutirmos os termos de uma parceria em benefício dos desaparecidos.

Gostaríamos de agradecer a todo apoio recebido pelas Redes Sociais e da população que se aproximou de nós nas escadarias.

Aguardem o nosso próximo movimento.



12 março 2015

Almoço com as Mães Sem Nome



Márcia Noleto e sua pet fofa, eu, Jovita, Myrian Vogel, Myrian Vogel, Maria Helena Daniel e sua filha Bruna

Ontem eu e Jovita Belfort passamos uma tarde agradabilíssima. A convite de Márcia Noleto, presidente das Mães Sem Nome, fomos a um almoço com algumas das integrantes do grupo. O objetivo é trocar: experiências, aprendizado, vida!

Muita gente acha que mães que perderam filhos, seja pelo desaparecimento ou morte, vivem em constante estado de luto. Realmente, o choque do primeiro momento, como tão perfeitamente define o Dr. Gilberto Fernandes, psicólogo das Mães do Brasil, se assemelha a uma colisão contra um muro em alta velocidade. Despedaça-se por inteiro. Vem a dor, o atordoamento e em seguida a realidade. Você olha para seus próprios cacos e não tem jeito. Precisa reuni-los, colá-los e continuar; mesmo que despedaçada, a caminhada da vida.

Mãe que perde filho torna-se inteira novamente? Ou a superação e a descoberta da continuidade do amor, esteja o filho onde estiver, deixa a mulher ainda mais inteira?

O que é que você acha olhando a foto de nosso almoço ontem?
 
Por Wal Ferrão