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23 setembro 2019

Limites na educação dos filhos


Limites, educação, filhos! Boas reflexões com Gilberto Fernandes, nosso diretor psicólogo. Já assinou nosso canal?

23 março 2015

De mãe para mãe




É muito comum a crítica e a cobrança de pensões e de custos financeiros compartilhados entre pais separados, mas pouco se fala sobre o custo emocional de criar sozinha os filhos. O compartilhamento dos custos financeiros é uma conquista enorme, mas é preciso por na mesa, o que significa, física e emocionalmente, lidar sozinha com os desafios do dia a dia.

Hoje vi um debate sobre alienação parental que mostrava pais que argumentavam que existem muitas mães que dificultam a participação e o convívio dos pais com seus filhos. São pais pedindo para ver e pegar filhos no finais de semana. Ah... os finais de semana... A cada quinze dias as mães podem "descansar". Essa ainda é uma briga muito desigual. São as mães que ainda brigam por pensão e ainda precisam lidar com o custo emocional que muitas vezes é compartilhado com outras mulheres: as avós.

A Lei mudou e agora não há desculpa, pais que querem ver e participar da educação dos filhos não podem mais dizer que a "mãe tem a guarda e não me deixa ver". A Lei agora está do lado de quem quer de fato se envolver e fazer bem mais que pagar a pensão e pegar os filhos nos finais de semana. A gente precisa por outros custos na mesa, não só para cobrar dos pais mais do que presenças eventuais,  mas para sermos mais solidárias e ampliar nossa própria rede de apoio.

Existem questões legais e morais no pacote das causas feministas, mas existem também questões mais simples e alcançáveis: julguemos menos umas as outras e tenhamos a coragem de dizer que sozinha não dá, ajudemos umas as outras e expliquemos aos homens, caso eles ainda não tenham entendido, que é preciso bem mais do que dinheiro para criar filhos.

Por Sheila Nogueira
As ilustrações deste post são de obras de Sheila, que é mãe de uma filha adolescente

19 fevereiro 2015

Meu filho cresceu. E agora?



Um filho muda radicalmente a vida de uma mulher que deseja ser mãe. A partir do nascimento cria-se um elo inquebrável, fundamental para a construção e manutenção física e psicológica de um ser humano. O filho precisa da mãe para se desenvolver e a mulher, ao exercer esse novo papel de formadora e condutora de uma vida, o coloca acima dos demais: esposa, profissional e individuo.

Esse apego mutuo entre mãe e filho vai até o período do que podemos chamar de desmame emocional. Ao chegar à adolescência o filho sente a necessidade de construir a própria identidade, busca independência e quer fazer as próprias escolhas.

A mãe, que abriu mão de boa parte de sua vida para viver em função do filho, se ressente desse afastamento e não aceita ser excluída. Tenta se manter no controle dos passos do filho com a alegação que não deseja vê-lo cometer os mesmos erros que cometeram. Mas é preciso aceitar que o filho cometerá os próprios erros e que aprenderá com eles, independente das tentativas de intervenção da mãe.

Ao invés de se apegar ao passado e tentar coibir a chegada do futuro, a adolescência do filho pode ser um momento especial para a vida da mãe. O momento em que ela também está mais livre e mais madura para se redescobrir e se reinventar, não só como individuo, mas como mulher e profissional. E acrescentar ainda um novo papel, a de amiga do filho.

 

 

07 maio 2011

Dia das Mães do Brasil

Quando um filho se vai...

A gente aprende a amá-lo de uma forma diferente.

Na doce lembrança,

Na tristeza da saudade,

Na luta para lhe fazer justiça,

Nas lágrimas derramadas,

No esforço para continuar resistindo,

Na fé em Deus,

Na esperança do reencontro.

Desejamos a todas as mães um dia abençoado.
E que nossos filhos, os que estão conosco e os que nos foram tirados, recebam a benção do nosso eterno amor.


Mães do Brasil

28 outubro 2010

Reflexões aos pais

Uma mãe ganhou essa mensagem na escola do filho e sugeriu publicar no blog:

“Pai, mãe...
Não me dês tudo o que te peço.
Às vezes meus pedidos querem apenas ser um teste para ver o quanto posso pedir.

Não grites comigo.
Eu te respeito menos quando o fazes e me ensinas a gritar também.

Não me dês ordens a todo momento.
Se em vez de mandar, algumas vezes fizesse pedidos, eu o faria mais rapidamente e com mais gosto o que desejas.

Cumpre as promessas que fazes, boas ou más.
Se me prometes um prêmio, deve dá-lo; assim como um castigo.

Não me compares a ninguém, especialmente a meus irmãos.
Se me colocas acima deles, alguém vai sofrer.
Se me colocas abaixo, eu é que sofro.

Não mudes de opinião a cada momento sobre o que devo fazer.
Pensa antes, mantendo a decisão.

Deixa que eu faça, acertando ou errando.
Se fazes tudo por mim, serei um eterno dependente.

Nunca pregues uma mentira, nem me peças que eu o faça.
Isso criará em mim um mal-estar e me fará perder a confiança em tudo o que afirmas.

Quando te enganas em alguma coisa, admite-o francamente.
Isso não te diminuirá a meus olhos, pelo contrário, te fará crescer e eu aprenderei a assumir minhas faltas.

Quando perceberes um problema meu, não digas que é bobagem que o tempo corrige ou que não tens tempo.
Eu preciso ser compreendido e ajudado.

Trata-me com a mesma amizade e a mesma cordialidade com que tratas teus amigos.
O fato de pertencermos à mesma família não significa que não possamos ser amigos também.

Nunca me ordenes fazer uma coisa quando tu mesmo não a fazes.
Eu aprendi a fazer sempre e apenas aquilo que tu fazes e não aquilo que tu dizes.”