09 fevereiro 2018

Brinque com segurança o Carnaval 2018


Vamos curtir o CARNAVAL com nossas crianças mas atentos as dicas do PORTAL KIDS:
🔺 Nunca se afaste da criança
🔹 Marque um ponto de encontro com a criança assim que chegar na folia
🔺 Oriente-a a só aceitar ajuda de policiais e bombeiros
🔹 Mostre a ela cabines e viaturas da polícia e da Guarda Municipal
🔺 Prenda um papel na roupa da criança com seu nome, telefone e endereço
🔹 Oriente adolescentes e jovens a não aceitarem qualquer bebida de estranhos
🔺 Menores de 18 anos devem ser acompanhados de um responsável durante a folia

07 fevereiro 2018

História de Larissa viraliza nas redes sociais


No último dia 31 de janeiro o sequestro de Larissa completou 10 anos. Sequestrador identificado, preso e condenado. No entanto, o destino da menina, retirada de sua casa em São Cristovão, RJ, no momento em que sua tia, que a criava como filha, foi levar a irmã mais velha no posto de saúde do bairro, permanece ignorado.

Fizemos um post singelo nas redes sociais e posteriormente, divulgamos o cartaz de como Larissa estaria hoje através da progressão de imagem realizada pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros do Rio (DDPA). Post e cartaz se tornaram virais. Juntos tiveram em torno de 100 mil compartilhamentos.

Raquel Gonçalves, a mãe de coração de Larissa, gravou uma mensagem de agradecimento em seu nome, de sua família e das Mães do Brasil.

Muito obrigada à todos!

05 fevereiro 2018

Como identificar abuso sexual?

Novela "O Outro Lado do Paraíso", da TV Globo mostra a
dificuldade de identificar abuso sexual. Foto: Reprodução Instagram

Quem acompanha a novela ¨O Outro Lado do Paraíso", de Walcyr Carrasco, na TV Globo, pode constatar que a história da personagem Laura (Bella Piero) tem despertado atenção e sensibilizado. A jovem sofre pela dificuldade de viver uma relação sexual com o marido Rafael (Igor Angelkorte). Laura foi abusada na infância pelo padrasto Vinícius (Flávio Tolezani). Na trama, a personagem de Bella chegou a idade adulta sem que as pessoas que convivem com ela desconfiem do abuso. E você, seria capaz de identificar que uma criança que convive está sendo abusada?


Para facilitar, Gilberto Fernandes, diretor e psicólogo da ONG Mães do Brasil, especialista no tratamento de crianças abusadas, ajuda nessa identificação através da observação de alguns sinais no comportamento da criança.

Uma criança de até três anos reconhece seu órgão genital como um meio de urinar ou defecar. Se  começa a manipulá-lo de forma não compatível com sua idade (tocando os órgãos genitais de forma constante ou enfiando o dedo) pode ser um sinal de que foi ou está sendo tocada por um adulto desta forma, alerta o psicólogo. A criança também pode demonstrar o abuso através de desenhos onde reproduz órgãos genitais ou o próprio ato sexual, lembra Gilberto.

Criança que passa a querer ficar trancada em casa, evita a companhia de algum adulto que com ela more ou convive, dá preferência a blusas de manga comprida ou calças compridas para dormir, são outros sinais que precisam ser atentamente observados na opinião do especialista.

Regressão de comportamento, como voltar a urinar na cama, chupar dedo ou chupeta são questões que merecem atenção, assim como alterações de humor: agressividade, retraimento, vergonha excessiva, medo, pânico, depressão. Na escola pode apresentar dificuldade de concentração e queda de rendimento nos estudos.

Doenças sem causa aparente, como vômitos, dor de cabeça, de estomago; e físicas, como infecções e irritações nos órgãos genitais devem ser imediatamente comunicadas ao pediatra.

No caso de desconfiança, como abordar a criança? Acompanhe nossos artigos sobre o tema.

22 janeiro 2018

Qual o perfil da criança vítima de abuso?

As meninas brasileiras Aracelli e Ana Lídia foram mortas depois de abusadas.
A austríaca Natascha Kampusch e a americana Elizabeth Smart foram sequestradas
por pedófilos, conseguiram se libertar do cárcere e transformaram suas histórias em livros
Infelizmente, qualquer criança está passível de ser vítima de abuso. Ocorre em todos os grupos sociais, em casa, na escola, nas igrejas; enfim, em todo e qualquer local onde exista um adulto disposto a obter gratificação sexual de uma criança por meio de violência física ou emocional. Por essa razão pais ou responsáveis devem estar atentos. O agressor pode ser um vizinho, um amigo da família, um professor, um instrutor de esportes ou dança, um religioso, um desconhecido e ainda mais grave, um membro da família e até um dos pais ou companheiros de seus genitores. O abuso quase sempre é praticado por alguém que convive com a criança, alguém que ela confia ou possui relação afetiva. Tal fato, somado aos tabus que cercam a sexualidade, deixam a criança numa posição de muita vulnerabilidade. Sentimentos como decepção, vergonha, culpa, medo atuam como impedimentos para que ela busque ajuda. E, se cria coragem para relatar o que está acontecendo, por sua vez terá de lidar com sentimentos semelhantes e a incredulidade da pessoa a quem ela pede ajuda.
Em se tratando de crianças muito pequenas, elas sequer entendem o que está acontecendo, mas é possível perceber através de reações em seu comportamento.
Como reconhecer se uma criança está sendo vítima de abuso? O que fazer se for surpreendido com um relato desse por parte da criança? São assuntos de nossos próximos posts. 

17 janeiro 2018

Comentar denúncias em redes sociais põe em risco segurança da vitima


Não divulgue denúncias recebidas ou compartilhe informações sobre as mesmas nas redes sociais. Sigilo garante uma boa investigação e a segurança da vítima @maes_do_brasil #portalkids com o apoio da @dreikoenigsaktion #compartilhanossacausa #alertamaesdobrasil #conscientizarparamudar


15 janeiro 2018

"Quero ser Nicolas!"


Durante a visita de representantes da Agência de Cooperação do Movimento de Crianças e Jovens Católicos da Áustria, DKA Áustria, ao Brasil, no dia 29 de dezembro, a jornalista Martine Grochalowa, da Eslováquia veio com uma pauta especial encomendada pelo jornal de seu pais: Entrevistar o jovem vice-presidente do Portal Kids, idealizador e coordenador do  Projeto Gente do Amanhã, Nicolas Raline, 27 anos. Como alguém tão jovem lida com uma responsabilidade imensa e como ele chegou ao Portal Kids? - foram as primeiras perguntas de Martine.
Para que os brasileiros tenham oportunidade de conhecer um pouco do perfil do jovem líder da instituição, aqui vão alguns fatos que ele revelou na entrevista.
Nicolas Raline conheceu o Portal Kids quando tinha 14 anos, em função do desaparecimento de sua irmã, Amanda, quando ela tinha 9 anos e ele, 12. A pequena foi sequestrada e assassinada em 2002 no Rio de Janeiro e depois que a instituição entrou na investigação, conseguindo a prisão do suspeito, que confessou o crime, ele e toda a família (mãe, pai e dois irmãos, na época com dois anos de idade) passaram a ser atendidos pelo Portal Kids.
Por conta da dor provocada pela tragédia, Nicolas cresceu superprotegido em casa, sem poucas oportunidades de lazer, como aconteceu com muitos dos irmãos de desaparecidos que com ele conviviam no projeto Mães do Brasil. Aos 16 anos, Nicolas, que começou a trabalhar como Jovem Aprendiz na mesma empresa onde a presidente Wal Ferrão trabalhava como jornalista, passou a conviver mais com ela e pediu para trabalhar como voluntário na ONG, pedido que inicialmente foi negado, pois a presidente achava que a motivação do adolescente era apenas por um sentimento de gratidão. Mas Nicolas queria mesmo atuar e de tanto insistir, idealizou, junto com Wal, um projeto de educação e iniciação profissional para jovens que, como ele, foram vítimas de violência. O projeto, que usa a arte, a cultura, a gastronomia e os pontos turísticos do Rio de Janeiro como ferramenta de educação, é desenvolvido há oito anos com absoluto sucesso e com o apoio da DKA Áustria. Nicolas, que se formou em jornalismo e agora cursa economia, se tornou uma referência para os jovens integrantes do projeto. Ele acha graça quando muitos dos jovens que atende dizem que "querem ser Nicolas" quando crescer.
"Trabalhar com esses jovens, que me veem de igual para igual, é uma experiência muito rica, pois posso passar para eles toda a vivência que tive. Entendo perfeitamente o que todos sentem”, conta o vice do Portal Kids. 
Quer conhecer mais sobre o trabalho de Nicolas Raline ou sobre o projeto Gente do Amanhã? Escreva para ele no e-mail: atendimento@portalkids.org.br

10 janeiro 2018

Brasil está no topo da lista em vitimas de pedofilia





O Brasil tem uma triste, grave e preocupante estimativa relacionada ao abuso sexual infantil. Está no topo da lista. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) a cada hora 228 crianças sofrem essa violência nos países da América Latina e Caribe. Em 2016 o Disque Denúncia Nacional (Disque 100) recebeu 77.290 relatos, uma média de 211 casos por dia. E esse número sobre no período de Carnaval. No mesmo ano foram 17,4% os casos em comparação as denúncias recebidas no ano. Mas, como estaria esse índice se uma grande parte dos casos - que não são denunciados - viessem a público?
Ao longo de 19 anos recebemos e atendemos todo o tipo de denúncias: desaparecimentos forçados e sequestros de crianças e adolescentes para a exploração sexual com envolvimento de tráfico humano, pedofilia virtual e real, abuso sexual no ambiente familiar e doméstico, na escola e pela internet. O Portal Kids foi lançado em 1999 com o nome de Kids-Denúncia depois de recebermos uma denúncia de que fotos de crianças em situação de pornografia estavam sendo comercializadas com o nome KIDS (crianças em inglês) na rede mundial de computadores. Resolvemos criar a primeira central de denúncias do Brasil para ver se a suspeita se concretizava. Um dos primeiros casos recebidos e encaminhados ao Núcleo de Direitos Humanos da Polícia Federal em Brasilia foi o de um pai que denúnciou que o filho de 12 anos estava sendo aliciado em salas de bate-papo para um encontro sexual em Campinas. Uma força-tarefa foi montada, os adolescentes resgatados e os aliciadores presos. Após a repercussão deste caso inúmeras denúncias chegaram, inclusivem que ligavam meninas desaparecidas nos Estados Unidos que estavam sendo sequestradas para atuarem como modelos em fotos pornográficas. O FBI esteve no Brasil e investigou diversas denúncias nossas alertando que o mesmo poderia estar acontecendo em nosso país.
De lá para cá foram muitos casos que apuramos através de nossa central de denúncia, jornalismo investigativo e encaminhadas aos órgãos competentes.
Mas, diante de tantos casos revelados, a pedofilia ainda é um tabu e muito desconhecimento cerca o tema. Por isso começamos a campanha acima, que recebeu o apoio de artistas como Susana Vieira, Quitéria Chagas, Milton Cunha Oficialérrimo e Arlindinho e Grupo Extrelato no Sam'Bar
E você? Saberia identificar se uma criança está sendo vítima de abuso sexual? E como agiria se uma criança a (o) procurasse relatando o fato e pedindo ajuda? O pedófilo é um doente ou um criminoso? Aguarde nossos próximos posts.