14 janeiro 2021

Rio terá alerta sobre desaparecidos





Hoje, o governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, sancionou, uma nova lei, de autoria do deputado Alexandre Knoploch (PSL) que determina que toda vez que uma criança ou adolescente desaparecer no estado, todas as operadoras de celular deverão enviar mensagens, por SMS ou WhatsApp, para os usuários, contendo as características das vítimas. A iniciativa é inspirada no sistema americano Alerta Amber, sigla para America's Missing. Desde 1999 o alerta sempre foi uma reivindicação da Mães do Brasil às autoridades.

As mensagens disparadas deverão conter nome, idade e características físicas do desaparecido, além do local em que foi visto pela última vez e todas as informações que as autoridades policiais julgarem necessárias. Também poderá conter fotos da criança ou adolescente. Os dados deverão ser encaminhados às operadoras pela Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA) e a medida tem até 90 dias para ser regulamentada no estado.

Mais uma grande vitória para a causa.

 

07 janeiro 2021

Comece 2021 doando sangue


Comece o ano novo fazendo uma boa ação! O Hemonúcleo de São Gonçalo precisa aumentar o estoque de sangue. A unidade vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS) precisa dobrar o número de doadores, que atualmente está em torno de 20 por dia.

O homoterapeuta Márcio Louback, médico da Secretaria de Saúde de São Gonçalo, esclarece que a doação não oferece riscos. O doador precisa estar em boa condição de saúde, não ser portador de nenhuma doença transmitida pelo sangue, ou doença infecciosa. A idade permitida é a partir de 16 anos (desde que autorizados por responsáveis), até 60 anos. Não pode ter feito tatuagem ou instalado piercing há menos de um ano. 

Pessoas que já tiveram Covid_19, segundo os médicos, podem doar, mas devem esperar 30 dias, para evitar contágio no ambiente da unidade.

O Hemonúcleo de São Gonçalo fica na Praça Estephânia de Carvalho, s/n° no bairro Zé Garoto. O horário de atendimento é de 7 h às 12 h. 

30 outubro 2020

Priscila Belfort não foi localizada

A foto de uma moça parecida com Priscila Belfort, que embora tenha semelhança, não é Priscila, como atestou sua mãe Jovita e todos os membros de sua família, me levou hoje a recordar os inúmeros reconhecimentos que presenciei. Neles, todos, até eu mesma, acreditaram que eram os desaparecidos em buscados. Menos a mãe. Aprendi com as Mães do Brasil que uma mãe reconhece um filho.

Foram inúmeros os reconhecimentos onde as semelhanças, não só de aparência, como de idade, entre outros detalhes, eram impressionantes.

Foi assim com uma menina localizada em uma casa de prostituição em Recife. Ela tinha aparência, idade, nome e sobrenome da menina desaparecida que buscávamos. A mãe, que nunca tinha andado sozinha de táxi no Rio de Janeiro, entrou pela primeira vez em um avião rumo a Recife, para fazer o reconhecimento. A passagem, inclusive, foi doada pelo jogador Ronaldo Fenômeno. Ao primeiro olhar, viu que não era sua filha. O bom disso tudo é que nossa ONG, com o apoio do Conselho Tutelar de Recife, conseguiu reconduzir a menina, que na época tinha 12 anos, ao lar.

Outro reconhecimento impressionante foi o de uma mãe que viu no jornal a foto de um matador de várias pessoas preso pela polícia e correu a me mostrar. A semelhança era impressionante. Partimos para a delegacia e o delegado que prendeu o criminoso, ao constatar que o rapaz desaparecido tinha o mesmo defeito na orelha do prisioneiro, foi conosco imediatamente ao presídio. O encontro entre a mãe e o suposto filho se deu no gabinete do diretor da unidade prisional. O primeiro olhar que lancei ao rapaz me deu a certeza que lá estava o adolescente desaparecido agora maior e assassino. Mas a mãe o olhou e me disse cheia de tristeza: “Wal, não é o meu filho!” Ainda assim, num pranto emocionado, abraçou-se ao rapaz que era realmente idêntico ao filho desaparecido, esquecida de que ele estava ali por ter matado oito pessoas de uma vez só! Quando se inteirou do drama, o criminoso também ficou muito comovido, retribuiu o abraço, enxugou as lágrimas da nossa mãe e garantiu em tom lamentoso não era mesmo seu filho, inclusive contando que sua mãe também estava presa.

Posso citar mais um, que acabou gerando um problema para a sofrida mãe. Um rapaz, morador de rua, estava abrigado e viu a imagem de nossa mãe em uma reportagem na televisão. Fomos nós cheias de esperança ao seu encontro. Ele acreditava mesmo ser o desaparecido,  mas era mulato de olhos verdes e o desaparecido em questão, negro de olhos pretos. Dias depois recebo um telefonema do abrigo ameaçando processar a mãe se ela não assumisse o filho. Exigiram que fizesse um exame de DNA, pois criança muda muito.

Realmente, respondi, mas não a raça e a cor dos olhos.

Outro reconhecimento de uma menina idêntica a outra que buscávamos, trouxe muita suspeita. Ao ver a foto que a denunciante me enviou, fiquei em choque. Acreditei ser a desaparecida, embora a mãe tenha me garantido não ser a sua filha. Tanta convicção despertou a desconfiança do delegado, que me disse que, constatado o envolvimento da mãe no sequestro, iria prendê-la. Viajou para o estado onde morava a menina para descobriu que a criança em questão era quatro anos mais nova que nossa desaparecida.

Gostaria de terminar relatando a foto de um bebê que era idêntico a outro que buscamos. Foi fotografado com uma família na rua. A polícia, que também sempre acreditou que o menino estava morto, promoveu uma busca de 15 dias pelo bebê fotografado, acreditando que solucionaria o emblemático caso. Na delegacia, toda a família reconheceu o bebê, menos a mãe, que garantiu a família, aos policiais e a mim: “A semelhança é impressionante, mas não é meu filho!” E não era mesmo.

Uma mãe reconhece seu filho. Ainda assim, quando asseguram do fundo do coração essa certeza, são julgadas, criticadas, como está acontecendo nas redes sociais com a Jovita Belfort. A falta de respeito à dor alheia é mais um espinho que quem desconfia, critica, acusa ou ofende lança na caminhada da mãe de um desaparecido.  

Outras moças que acreditaram ser Priscila Belfort foram identificadas e conduzidas as suas famílias. Torcemos que isso aconteça também com essa moça. Se você a conhece envie um e-mail para maesdobrasil@portalkids.org.br


05 outubro 2020

Colabore com a Campanha "Narrativas Pretas"



A campanha, desenvolvida pelo Cinema Nosso, está arrecadando, através de financiamento coletivo, verba para viabilizar uma nova turma do curso de formação de roteiristas negras, fortalecendo a representatividade na área de narrativas audiovisuais. O projeto, como muitas outras iniciativas semelhantes no Brasil, precisou se reinventar em função da  pandemia de Covid-19.

Lançada através do site Benfeitoria, a campanha Narrativas Pretas tem como metas inicial e intermediária R$30 mil e R$60 mil, respectivamente. Porém, o objetivo é alcançar R$100 mil  como meta final que possibilitará a realização de toda a atividade proposta. Ao atingir esse valor, a organização poderá realizar uma formação online para 60 mulheres, com mentoria e aulas apresentadas por nomes femininos de referência no mercado audiovisual.

Com o objetivo de estimular as doações, a campanha oferecerá diferentes tipos de benefícios para os colaboradores. A partir de R$ 20, o doador tem direito a um e-mail personalizado com uma carta de agradecimento. Entre R$600 e R$1200, as recompensas variam entre um minicurso de Fotogrametria, uma consultoria de Fotografia para Cinema e uma Consultoria de Roteiro para Cinema.

Para outros valores personalizados, entre R$35 e R$400, o Cinema Nosso disponibiliza adesivos, mochila ecológica, palestras sobre games e realidade virtual, palestras sobre captação de recursos para projetos sociais e culturais, videoaulas, Workshop de Construção de Narrativas e Workshop de Documentário. Quem não puder doar, também pode ajudar compartilhando a campanha e divulgando por vídeos nas redes sociais. O objetivo é reverter a baixa representatividade feminina negra no acesso a recursos públicos da cadeia produtiva do audiovisual.

O Cinema Nosso é uma instituição sociocultural que, ao longo de sua trajetória, trabalha para proporcionar experiências de tecnologia e inclusão para a produção de narrativas juvenis, fomentando a cadeia produtiva do audiovisual no Rio de Janeiro. Foi constituído informalmente em 2000 – então sob o nome Nós do Cinema –, a partir do processo de seleção de elenco para o filme “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles e Kátia Lund. Hoje, o Cinema Nosso é reconhecido como uma das maiores escolas populares de audiovisual na América Latina, com mais de 5000 jovens formados em seus cursos. Em 2020, foi uma das organizações contempladas pelo edital Criança Esperança em parceria com a UNESCO.

As doações podem ser feitas pelo site: http://benfeitoria.com/narrativaspretas



 

 

27 setembro 2020

Meninas brasileiras são as mais afetadas pela ansiedade na pandemia, segundo pesquisa


Como nosso público atendido no projeto de educação Gente do Amanhã, desenvolvido há uma década com o apoio da DKA Áustria é formado por adolescentes e jovens, eles estão dentro de uma estimativa da pesquisa "Vidas Interrompidas: O Impacto da Covid-19 na vida de Meninas e Jovens Mulheres" que foi lançada semana passada em evento da Assembleia Geral das Nações Unidas. Segundo o estudo, nove a cada dez moças, ou seja, 88% delas vêm sentindo níveis médios a altos de ansiedade como consequência da pandemia. Infelizmente, as meninas e jovens brasileiras foram as mais afetadas. 

O motivo? Se os brasileiros fossem alunos e a pandemia do Covid_19 uma prova de escola, que nota você acha que os estudantes – dos dirigentes a população -levariam? Numa faixa etária onde a interação social e o aprendizado são fatores necessários ao desenvolvimento e o bem estar, a péssima maneira como o país vem enfrentando a pandemia pode ter contribuído, e muito, para provocar esses índices de ansiedade.

Outros fatores apontados pelas meninas brasileiras entrevistadas – na faixa de 15 a 19 anos – foi o medo relacionado à saúde (33%), ao bem-estar de suas famílias (40%) e a perda da renda familiar (26%). A falta de acesso a computadores ou internet, impossibilitando o estudo, tem igualmente causado ansiedade em meninas de baixa renda. Assim como a impossibilidade de ir a escola ou faculdade, não poder sair as ruas normalmente e a falta de passear com os amigos. 

Além das brasileiras, a pesquisa, a maior até o momento sobre o impacto da pandemia nas meninas, ouviu 7 mil jovens em mais 13 países (Austrália, Egito, Equador, Espanha, Estados Unidos, Etiópia, França, Gana, Índia, Moçambique, Nicarágua, Vietnã e Zâmbia) .

É possível, a partir do alerta lançado pela pesquisa, amenizar ou reverter os efeitos da ansiedade entre nossas jovens? Deixe sua opinião e sugestões nos comentários.


25 setembro 2020

Governo Federal promete auxilio para famílias de crianças desparecidas e aplicativo de busca


O Governo Federal anunciou essa semana a implantação de ações, em parceria com o Ministério Público, com o objetivo de localizar crianças e adolescentes desaparecidos brasileiros. Entre os planos, a criação de um auxílio para as famílias, que é um proposta antiga da Mães do Brasil, já que a maioria das mães perde o emprego na busca por seu filho e fica sem recursos para despesas básicas na procura, como transporte e alimentação.

A parceria com o Ministério Público, que atua como fiscal da sociedade, é outra proposta sempre defendida por nossa ONG, que quando contou com o apoio deste órgão, conseguiu indiciar e levar a julgamento casos de desaparecimentos forçados de meninas e tráfico de mulheres. 

Outra proposta do Governo Federal é o lançamento de um aplicativo de busca de crianças e adolescentes desaparecidos. Estamos de olho!

18 setembro 2020

Vem novidade para o público teen no You Tube



Programão para o público teen nessa pandemia. No próximo dia 21 estreia no You Tube "CRUSH! A websérie". O musical, de Mariana Azambuja, que assina o roteiro junto com Felipe Junqueira, terá, nessa primeira temporada, seis episódios  com duração de 20 minutos, abordará temas como amizade, amor, nudes, preconceito, ciúmes, gordofobia, aplicativo de mensagens, solidariedade e demais discussões do universo adolescente. 

(https://www.youtube.com/issoecrush)