27 abril 2020

Como se proteger da violência doméstica durante a quarentena?


O confinamento doméstico por conta do Coronavírus tem feito crescer a violência doméstica contra a mulher no mundo inteiro. É possível denunciar? Pedir uma medida protetiva? Encontrar abrigo no período de quarentena?
Com o objetivo de responder a essas e outras perguntas e orientar mulheres na defesa dos seus direitos, a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) lançou hoje a cartilha "COVID-19 - Confinamento sem Violência" provando que isolamento social não impede o enfrentamento da violência que, em muitos casos, leva ao feminicídio.
Idealizada pela juíza Adriana Ramos de Mello, professora da EMERJ, presidente do NUPEGRE e parceira da Mães do Brasil, a cartilha segue as orientações da Organização das Nações Unidas (ONU) e foi feita com o apoio do I Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e o Núcleo de Pesquisa em Gênero, Raça e Etnia (NUPEGRE) da EMERJ.
Tipos de violência doméstica, atos que podem ser considerados violentos durante o confinamento, aponta riscos de uma futura violência e traça um plano de proteção são encontrados no trabalho. Na cartilha a mulher também encontra todas as informações sobre onde procurar e conseguir ajuda no Rio de Janeiro.
A cartilha pode ser acessada através do link.
Acesse e divulgue esse importante canal de proteção para as cariocas.

22 abril 2020

Como entreter o idoso na quarentena?

                     Até o gato assiste as lives
A pandemia lançou os holofotes para uma população que no Brasil ainda não tem a devida visibilidade: Os idosos! Uma das dificuldades iniciais foi manter a população dessa faixa etária em casa. Com minha mãe Téa não foi diferente. Apesar de se locomover em cadeira de rodas na rua e mês que vem completar 92 anos, ela tem uma vida social ativa: é piscina quase todo dia, passeios no jardim com nosso gato Beto (ele vai na coleira), restaurantes, festas e até barzinho. No inicio, ela queria sair ao menos para ir ao salão de beleza. Até do geriatra sentiu saudade.

Não é tão difícil manter o idoso ocupado. Para minha mãe, que ama música, tracei uma agenda. Começou assistindo musicais pela internet. Agora, virou espectadora das lives no YouTube. Assistiu a de Andrea Bocelli, Roberto Carlos (de quem é fanzoca e tem até autógrafo que virou quadro em seu quarto) e ontem a de Sandy & Júnior. Na TV, prioriza os programas de música.

A música é um excelente exercício cognitivo para o idoso, principalmente os que possuem dificuldades de mobilidade ou são portadores de doenças neurológicas. Além de prazerosa, estimula a memória. Canções evocam lembranças do passado, um benefício que foi abordado no documentário "Alive Inside: A Story of Music Andy Memory". Eu ainda estimulo, pedindo que minha mãe relembre as histórias que as músicas lhe recordam e peço que cante um trecho.

Rever fotos antigas tem o mesmo efeito. Minha mãe não gosta, mas você pode tentar com seu idoso. Só tenha o cuidado de não evocar lembranças dolorosas, como a perda de entes queridos.

A tecnologia, com todas as suas funcionalidades auxilia o idoso a enriquecer seu tempo. Minha mãe começa o dia fazendo meditação guiada. Todos os dias, às 18 horas, ela ora pela saúde do planeta, depois de assistir videos disponibilizados por autores espíritas ou católicos, seus preferidos.

Aulas online, audio books, jogos e reuniões virtuais em familia - já fizemos até festinha, são outros recursos que indico. No mês que vem minha mãe completa 92 anos. Caso o isolamento social perdure, a festa virtual vai rolar. O que não pode é deixar de celebrar a vida! 

Se gostaram das dicas comentem. E se têm outras sugestões também.

25 março 2020

Como desempregados sobreviverão a quarentena?



Pensando nisso a deputada Renata Souza está propondo uma renda mínima emergencial durante o período de necessidade de isolamento domiciliar na pandemia do Covid-19. O benefício, no valor de meio salário minimo, seria concedido aos trabalhadores desempregados, pelo tempo de vigência do decreto de calamidade.

"Os benefícios poderão ser concedidos às famílias com renda mensal de até 3 (três) salários-mínimos. Em cada dez famílias brasileiras que vivem em favelas, sete já tiveram a renda reduzida devido a pandemia do novo coronavírus, e esta é uma das formas de minimizar este impacto na economia, permitindo que essas pessoas continuem em suas casas, mas com dinheiro para comprar itens básicos de limpeza e também de alimentação", explicou a deputada citando dados de uma pesquisa divulgada no dia (24) pelo Instituto Locomotiva/ Data Favela.

Entre as propostas apresentadas pela parlamentar, e que já foram protocoladas na Assembleia Legislativa do Rio, está também  o pagamento do aluguel social durante a vigência do estado de emergência. Este benefício será destinado as pessoas devidamente cadastradas e ainda não contempladas pelos programas existentes de política habitacional, assim como as famílias com renda mensal de até 3 (três) salários-mínimos nacionais.

"Com a renda reduzida, muitas famílias já fizeram cortes dentro de casa. Para àquelas que têm filhos, os gastos aumentaram agora que as crianças deixaram de ir à escola. Precisamos encontrar meios viáveis para proteger estas pessoas, não permitindo que elas saiam às ruas para trabalhar e assim se expor ao vírus. Mas é preciso entender que, sem renda, elas prejudicam o cuidado com a saúde", declarou a deputada que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj.

Outro projeto de lei de Renata Souza, que está na pauta da Alerj para ser debatida, é a obrigatoriedade do fornecimento de equipamentos de proteção individual para os trabalhadores de serviços essenciais, como os funcionários  dos supermercados, farmácias, lanchonetes, restaurantes e as empresas de coleta de lixo. Entre os itens solicitados pela parlamentar, estão luvas, máscaras e álcool gel. Além de orientações sobre o uso adequado

10 março 2020

Café com Conhecimento


A Emerj sempre contribuindo com nossa evolução. Hoje , a presidente Wal Ferrão e a Mãe do Brasil Raquel Gonçalves participaram do "Café com Conhecimento", onde debateram o discurso de ódio e a violência contra a mulher nas redes sociais com autoridades que são referências no tema: a juíza Adriana Mello e o desembargador André Andrade. O desembargador, aliás, lança amanhã o livro "Liberdade de expressão em tempos de cólera", leitura que recomendamos pela inteligência e bom humor do autor. Foi uma tarde rica e inspiradora. Um estímulo para todos aqueles que lutam pela valorização do papel da mulher na sociedade virtual e real.

06 março 2020

Projeto Agatha



A tragédia ocorrida com Agatha, 8 anos, a menina da foto (álbum familiar), que foi vitima de bala perdida ano passado no Complexo do Alemão, motivou a criação de um projeto que visa dar prioridade as investigações de crianças assassinadas.
O "Projeto Agatha", de número 1622/2019 foi aprovado em primeira discussão ontem, quinta-feira (05), na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). De autoria da Deputada Renata Souza (PSOL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, e retornará à Casa para uma segunda votação.

Vanessa Sales Félix, mãe de Agatha, acompanhou a votação no plenário da Alerj: “Acho um absurdo e ao mesmo tempo vergonhoso, em um Brasil tão rico, precisar de uma lei para que outras crianças não morram. Essa lei dará visibilidade para outros casos. As leis são feitas para serem respeitadas, espero que isso (mortes de crianças) não aconteça”, disse Vanessa. “Priorizar a investigação em casos de crianças e adolescentes, deveria ser um padrão para os entes investigativos. É importante ressaltar que não existe bala perdida, essa bala para em algum corpo. Infelizmente esse corpo é, muitas vezes, jovem, negro, da favela e da periferia. O Estado precisa dar respostas a estas famílias priorizando as investigações sobre a morte destes jovens, respondendo de onde saiu a bala que matou seus filhos, mas também garantindo a estas famílias um retorno considerável no que tange a verdade sobre o que aconteceu com suas crianças” declarou a deputada Renata Souza, autora do projeto de lei.

O texto retornará para uma segunda discussão na Assembleia Legislativa e uma vez aprovado pela Casa vai para sanção do governador Wilson Witzel.

04 março 2020

Enchentes têm culpados?



Entra ano, sai ano; entra governo, sai governo, todo início de ano é a mesma coisa. Com as chuvas comuns nessa época, vêm as enchentes e os prejuízos materiais e humanos que elas causam. O Rio de Janeiro costuma figurar como protagonista dessas inundações e tragédias que poderiam ser evitadas, mas não são. Ontem o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, responsabilizou a população carioca pelo lixo que joga nas encostas e ruas e por estabelecer moradia em locais de risco. Será mesmo a população a  única responsável pelas enchentes?

Como é de conhecimento público, enchentes são fenômenos naturais. Realmente,  os danos que causam podem ser agravados pelo comportamento humano, que faz mal uso do espaço urbano. Porém, não só por causa do lixo despejado pela população. Entram ai sistema ineficiente de coleta de lixo, ausência de lixeiras pela cidade, falta de limpeza dos bueiros, drenagem dos rios e ocupação irregular ou desordenada, , todas questões administradas pelas prefeituras das cidades.

A população resta votar certo e cobrar providencias do seu candidato, não o transformando em mártir do “coitadismo” como têm acontecido ultimamente com políticos que se dizem perseguidos.
Enquanto campanhas de educação e prevenção não são criadas, como também punições para quem despeja lixo nas ruas, resta contar com a consciência individual de cada um para não fazer errado a parte que nos cabe.

As imagens captadas por um anônimo nos foram enviadas por whatsaap.

05 fevereiro 2020

O mundo ao alcance pela Biblioteca Digital Mundial


Quer um otimo canal para você "dar uma espiadinha" e enriquecer de cultura? Acesse a Biblioteca Digital Mundial, um verdadeiro presente da Unesco para a humanidade. O espaço virtual reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.
Tem, sobretudo, caráter patrimonial", antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de  patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes:árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a *primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo*; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Embora seja apresentado oficialmente  na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do site:
www.wdl.org

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registrarem.
Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.

Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.
Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de La Fontaine , o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a *Bíblia de Gutemberg*, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A .C.
Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos.

Vamos compartilhar essa preciosidade?