18 abril 2014

Feliz Páscoa!



Próximo a Páscoa do ano de 2006, a Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro prendeu um sequestrador, que acabou assumindo a autoria do sequestro e morte da nossa Amanda, a linda menina da foto, ocorrido em 2002, quando ela tinha nove anos. Na noite que antecedeu ao recebimento do telefonema do delegado, me informando da prisão, tive um sonho com Amanda, que não conheci em sua manifestação terrena. Ela me dizia algo que eu não conseguia entender. Ao acompanhar a mãe dela, Cristiane, de volta para casa, ambas dilaceradas pela visão do sequestrador, ela mencionou que os filhos gêmeos haviam sonhado com Amanda, o mesmo sonho, que ela lhes presenteava com um enorme coelho, todinho de chocolate. Contei a Cris o meu sonho e ao passar por uma loja de doces, entrei para ver se haviam coelhos de chocolate para vender. E não é que estavam lá, na primeira prateleira, dois enormes coelhos, orelhudos e sorridentes. Havia apenas dois, como se estivessem a espera dos gêmeos. Comprei-os de presente deixando Cris muito emocionada, pois ela havia mencionado que pintaria os coelhinhos em cascas de ovos de galinha.
Só então vim a saber que a Cris era uma excelente culinarista. Convidei-a para participar do Curso de Culinária para Festa que naquela época realizávamos no Portal Kids, com o apoio da agência internacional DKA-Áustria. Não foi fácil para a Cris, que sofria com a Síndrome do Pânico, frequentar o curso. Ela venceu, a doença, seus medos e não é que acabou professora do mesmo curso? E como se deu o milagre? Uma noite, Cris teve um sonho. Amanda surgia com uma vela nas mãos, uma vela em forma de caixa que abrigava uma rosa, também de vela, e lhe oferecia o mimo como presente. Cris, que antes da morte de Amanda havia feito um curso para aprender velas artesanais, comprou os materiais, reproduziu a vela do sonho e me deu de presente, junto com a foto da filha. Tenho ambas num lugar muito especial na minha casa até hoje. Numa ocasião, enfrentando uma dificuldade muito grande na instituição, senti emanar perfume dessa vela. Problema resolvido, liguei para Cris, para saber que perfume havia usado na fabricação de meu presente, mas ela, surpresa, disse não ter usado perfume nenhum. Não é preciso dizer que a essa altura Cris já ministrava um curso de velas artesanais no Portal Kids, também com o apoio da DKA-Áustria. Cris teve a ideia inserir essência de rosas nas velas, que passaram a ser perfumadas de verdade. Lindas e cheirosas, as velas Amanda, como as batizei, só não são tão lindas e iluminadas como a própria menina que as inspirou.
Nunca conheci mensagem tão linda de Páscoa como essa, tirando, evidentemente, a mensagem que o  Mestre Jesus nos deixou.
Desejo, em nome de todos os membros da família Portal Kids, Mães do Brasil e Gente do Amanhã, que você tenha uma Páscoa feliz, cheia de paz e luz!

Por Wal Ferrão
wal.ferrao@portalkids.org.br


24 fevereiro 2014

Campanha pelos 15 anos de atuação do Portal Kids



A Bliggs Estamparia Presentes e a OSCIP Portal Kids fecham parceria com uma coleção de produtos visando arrecadar apoio para os projetos da instituição, que no próximo dia 16 de março completa 15 anos de atuação na educação, defesa e promoção dos direitos da infância e juventude e de suas famílias. A coleção contará com canecas, vestuário e acessórios na linha infantil, feminino e masculino (camisetas, chinelos, bolsas, almofadas), sempre visando a divulgação das campanhas institucionais e de cunho preventivo realizadas ao longo desses 15 anos pelo Portal Kids.

O primeiro lançamento será a caneca com a logomarca das Mães do Brasil. Parte da renda será revertida para os projetos da instituição, o Mães do Brasil, que oferece apoio psicossocial e jurídico a famílias de crianças desaparecidas e o Gente do Amanhã, que oferece acesso ao lazer, cultura, educação e programas de primeiro emprego a jovens atendidos pela instituição.


Contamos com você para dizer: "Mães do Brasil, eu apoio!"


Onde está nossa princesa?


16 fevereiro 2014

15 anos do Portal Kids - Policiais Heróis



Em 16 de março o Portal Kids completa 15 anos de existência. Mas parece que existe há uma eternidade, que sempre fez parte da minha vida. E surgiu por acaso. Convidada por uma ONG para fazer uma pesquisa sobre pornografia infantil na Internet para investigar um suposto código secreto destas fotos chamado "kids" (crianças em inglês), tive a ideia, ajudada por um amigo, de criar um site na internet com o nome de Kids-Denúncia, com um espaço para que pessoas pudessem denunciar se estas fotos estavam mesmo circulando secretamente na Internet. Como sou jornalista, garanti o sigilo de minhas possíveis fontes e colocamos o site no ar justamente no dia 16 de março de 1999. Como achava muito remota a possibilidade de receber denúncias, ainda lembro da surpresa com que eu e meu amigo recebemos as primeiras notificações. Surpresa e horror. Imagens tão abusivas, tão doentias. 15 anos se passaram e eu ainda me pergunto: Como um ser humano pode cometer tamanha crueldade com uma criança? Certa vez, logo no início do trabalho, recebemos uma denúncia de uma série de imagens de crianças sendo violentadas e torturadas. Tudo isso exibido de um site da Internet que foi retirado do ar pelo Núcleo de Direitos Humanos da Polícia Federal de Brasília. Preocupado com minha sensibilidade o delegado, que investigou as imagens de um site do exterior e que rapidamente as tirou do ar, me ligou para aconselhar: "Wal, aconselho você a não ver essas imagens. Eu, que já vi de tudo nessa vida, estou chocado, dilacerado." Em atenção a cortesia do delegado, essa foi a única denúncia recebida nesses 15 anos de existência que não vi.
Um filme passa por minha cabeça, uma vida de histórias. Tantas ações, sucessos, luta e, acima de tudo, tanta transformação para melhor. Com muito humildade ouso dizer que o Kids-Denúncia, depois denominado Portal Kids, primeira central de denúncias contra a pornografia infanto-juvenil no Brasil, mudou a história do combate a este crime no país, assim como a do desaparecimento de crianças.
Estou, muito lentamente, escrevendo as memórias desse trabalho. Mas, nessas palavras, não queria falar da ação e sim daqueles que considero a minha maior conquista e que me fizeram acreditar na humanidade e que Deus existe e mora dentro do coração do próprio homem.
O agente Alexandre Queiroz, do Núcleo do Direitos Humanos da Polícia Federal de Brasília, foi o primeiro policial com que lidei. Ele participou de uma ação que retirou menores de um encontro sexual em Campinas, São Paulo, em 1999, operação deflagrada pelo então Ministro da Justiça Renan Calheiros. Devido a gravidade da denúncia Dr. Renan pensou até em criar uma força tarefa na Polícia Federal para investigar esse tipo de crime. O projeto não saiu da ideia, mas digo sem sombra de dúvida que essa força tarefa foi personificada na figura do agente Cabana, como era conhecido na PF. O policial Alexandre passou a cuidar sozinho de nossas inúmeras e graves denúncias e foi o terror dos pedófilos e abusadores sexuais enquanto esteve em nosso trabalho. Ele foi - e sempre será - o herói do Portal Kids.
Outro policial federal, este do Rio de Janeiro, foi o agente Rodrigo Moreira. Jovem e competente, também fez a história do Portal Kids.
Na Polícia Civil, na área da investigação do desaparecimento de crianças, comecei a ser procurada por um investigador da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, o inspetor Gilvan Ferreira. Recebi tal interesse com muita desconfiança já que polícia e mães de desaparecidos não combinavam. Fugia do inspetor Gilvan com a mesma determinação com que ele me caçava. O policial venceu. Aceitei iniciar uma parceria com ele, não sem antes o prevenir, numa tarde em que foi as escadarias da Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, Rio, atrás de nós: "Tem certeza que quer abrir sua delegacia para gente?"
"Que mal podem me fazer essas inocentes mãezinhas?" - perguntou-me sorrindo.
Em breve as palavras se tornaram outras. Toda vez que eu entrava na delegacia, ele lamentava:
"Lá vem ela. A líder das Amazonas. Ah, meu Deus! Toda noite acordo tremendo, suando e pensando: Que comunidade essas mães vão me mandar hoje!"
Inspetor Gilvan é o herói de nosso trabalho na investigação junto aos desaparecidos, com a fiel colaboração do inspetor Robson Fontenelle, Marcus Guimarães, Roselaine Lopes e o delegado Leonardo Tumiate. Soube recentemente que este delegado, que investigou o caso das meninas sequestradas pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), virou juiz. Se eu pudesse encontrá-lo o agradeceria pela grande contribuição que Dr. Tumiate deu ao nosso trabalho insistindo para que eu conhecesse o policial Gilberto Fernandes da Silva, que atuava como psicólogo naquela unidade, no ano de 2005. Dr. Tumiate insistia para eu conhece-lo, eu resistia, porque só gostava de trabalhar com o  inspetor  Guimarães. Como naquela época existia o projeto de criar a primeira delegacia de desaparecidos no Rio de Janeiro, marcou uma reunião para eu conhecer a equipe que atuaria e me obrigou a encontrar Gilberto. Diga-se de passagem, ele chegou ao encontro tão mal humorado como eu. Nunca perguntei, mas deve ter ido ao encontro obrigado também. Sentamos lado a lado e não demos uma palavra um com o outro. Ao final dela, Gilberto se virou para mim e saiu-se com essa:
Eu e Gilberto na preparação do projeto Mães do Brasil (2006)
 
"Essa delegacia não sairá do papel, mas gostei do trabalho do Portal Kids. Quero trabalhar com vocês!"
"Como não sairá do papel?", questionei escandalizada e irritadíssima.
"Não sai! Mas me ofereço para apoiar o trabalho de vocês."
Limitei-me a fechar a cara e dizer que não tínhamos verba para contratar ninguém e não precisávamos de investigadores.
"Trabalho como voluntário. Tenho moto! Posso até entregar correspondência para vocês!"
Desconfiadíssima com tamanha boa vontade, até realizei uma investigação junto as minhas fontes sobre o policial em questão, mas nada encontrei que desabonasse sua conduta impar dentro da polícia. A delegacia não saiu e na confusão que se seguiu a dissolução da investigação do caso das meninas sequestradas na época, esqueci-me de Gilberto completamente.
Até que no ano de 2006 ganhamos o apoio do Criança Esperança, projeto da TV Globo em parceria com a UNESCO. Ao receber o contrato, eu e a psicóloga Valéria Magalhães descobrimos que diretor não podia atuar como funcionário do projeto e daí surgiu o problema. Onde encontrar um profissional que atuasse como psicólogo das Mães do Brasil? Depois de avaliar sem sucesso diversos candidatos, Valéria lembrou-se do policial psicólogo, com quem conversara e simpatizara bastante. Liguei para Gilberto que deve ter se surpreendido com o contato depois de tanta rejeição. Mas veio para a primeira reunião e perguntou se poderia dizer as mães que era policial também, devido a aversão que tinham a figura do policial. Só então me toquei do problema que podia gerar, mas banquei, dizendo que jamais esconderia tal fato delas. Ele respondeu:
"Ótimo, porque eu também! Além do que tenho orgulho de ser policial!"
A resistência inicial logo se transformou em paixão. Gilberto conquistou o coração das Mães do Brasil e fez do atendimento psicológico a base e a inteligência emocional do Portal Kids. Gilberto é o meu grande amigo, uma espécie de grilo falante, já que funciona como a consciência de nosso trabalho. E ser consciente é tudo nessa vida. Gilberto tem muito amor por esse trabalho. Esse amor chamou a atenção de sua sócia no ramo do comércio, Luciana Maggio, que aceitou bancar uma inédita campanha de prevenção que será realizada através dos produtos que sua loja comercializa. É uma tentativa de arrecadar fundos para esse trabalho que precisa crescer, mas tem que continuar com a independência que sempre o caracterizou. Em breve a campanha será lançada, com parte da renda revertida para os trabalhos de nossa instituição, em especial os projetos Mães do Brasil, que oferece apoio psicossocial e jurídico à famílias de crianças desaparecidas e o Gente do Amanhã, que oferece inserção ao lazer e a cultura e atendimento psicossocial à famílias de crianças desaparecidas e jovens de comunidades de baixa renda. Contamos com vocês para a expansão e crescimento desse trabalho que incluirá um novo e inédito projeto em prol da criança e da pessoa desaparecida.

Wal Ferrão
wal.ferrao@portalkids.org.br

23 janeiro 2014

Que fim levou Larissa?

Como é de conhecimento público o sequestrador de Larissa Gonçalves Santos foi levado a julgamento, condenado e preso. Mas não assumiu o crime. Por isso, toda e qualquer informação sobre o paradeiro de Larissa é fundamental para investigações que estão sendo realizadas. 
Pedimos sua ajuda para divulgar a imagem de Larissa, retirada de sua casa no momento em que a tia que a criava levou sua irmã mais velha ao posto de saúde. 
Investigações apontam que Larissa foi utilizada na rede de exploração sexual infantil. Larissa só tinha 11 anos e ainda brincava de boneca. Estava na maior expectativa para a festinha de aniversário que ganharia pelos seus 12 anos, que seriam completados em fevereiro. Que destino levou Larissa? Não desistiremos até obter essa resposta e contamos com a ajuda de vocês. Informações devem ser encaminhadas para o e-mail: maesdobrasil@portalkids.org.br 
Atuamos no mais absoluto sigilo e sua identidade será preservada.

21 janeiro 2014

Você sabe o que fazer ao reconhecer uma pessoa desaparecida?

No dia 2 de janeiro deste ano o Portal Kids recebeu, através de suas redes sociais, um pedido de ajuda de dois denunciantes que se encontravam numa praia em Santa Catarina. Eles reconheceram uma criança desaparecida e pediram instruções de como proceder. Inicialmente, sem saber de quem se tratava a criança, os denunciantes foram orientados por nós a fazer um registro da imagem do menor, através da câmara do celular e nos enviar através de mensagem. Reconhecida a identidade da criança, mesmo não se tratando de um caso cuidado por nossa instituição, instruímos os denunciantes que tentassem achar um policial na praia ou acionar a Policia Militar (PM). Como não obtiveram êxito com nenhuma das alternativas, nossa instrução foi que os denunciantes, sem risco para suas integridades e sem chamar atenção, descobrissem o endereço ou placa de carro dos adultos que acompanhavam a criança. Enquanto isso, do Rio de Janeiro, fizemos contato com o Sicride, que cuida do caso, fazendo o encaminhamento da denúncia. O passo seguinte foi entrar em contato com a família da criança desaparecida, para que a mesma analisasse a foto enviada à polícia, o que foi feito.

Durante duas semanas o Portal Kids acompanhou o desenrolar da investigação, tendo solicitado absoluto sigilo à polícia e a família da criança, não só para preservar a identidade dos denunciantes, como a do menor suspeito de ser o desaparecido. Ontem recebemos o retorno da Delegacia de Desaparecidos de Santa Catarina que, através do endereço fornecido pelos denunciantes à nossa instituição, conseguiu checar a denúncia, obtendo provas de que o menor não se tratava da criança desaparecida, apesar de ser muito parecido e ter o mesmo nome. Em conversa com os policiais da Delegacia de Desaparecidos de Santa Catarina trocamos informações, tendo informado que em diversas apurações pudemos constatar essas semelhanças impressionantes. Conversamos em seguida com a mãe do menor que, embora triste por não ter localizado seu filho, ficou satisfeita e segura com o trabalho realizado pela instituição e pela polícia. Em breve passaremos a cuidar do caso da criança desaparecida, como também iniciar uma parceria com a Delegacia dos Desaparecidos de Santa Catarina e o Sicride, que realizaram um excelente trabalho na apuração deste caso.

Quando reconhecer uma criança ou pessoa desaparecida na rua, entre em contato com a instituição que está divulgando a foto, ou uma instituição de sua confiança. Procure discretamente – e principalmente, sem correr riscos - registrar por câmera de celular a imagem da criança ou pessoa que você suspeita ser o desaparecido para posterior confrontação das imagens. O ideal é que você acione a Polícia Militar de sua cidade para realizar a abordagem. Caso não consiga contato imediato com a polícia, procure anotar placa ou local onde o desaparecido foi levado, horário e local em que foi visto. Jamais faça a abordagem pessoalmente ou divulgue as imagens pelas redes sociais, evitando criar problemas para si mesmo, para as pessoas envolvidas caso a suspeita não se confirme ou alertar os supostos sequestradores do desaparecido, dificultando assim a localização de seu paradeiro.

14 janeiro 2014

Depois de 12 anos, a Justiça!

No ano de 2005 meu olhar cruzou com uma mãe numa instituição de busca de crianças desaparecidas no Rio. Agora, escrevendo essas palavras, a imagem do olhar dela, que nunca mais me esqueci, me veio a mente. Um olhar de desespero profundo. E de uma força que talvez ela até hoje não saiba que tem. Desde desse primeiro olhar começamos uma caminhada juntas. A filha dela, sequestrada na véspera do Natal de 2002, representa uma ausência avassaladora em sua vida. Criança que, mesmo sem conhecer, aprendi a amar.
No ano de 2008 o olhar de outra mãe cruzou o meu. Ela chegou na antiga sede do Portal Kids em Jacarapaguá e me olhou com olhos catatônicos, sem conseguir dizer nada. Desespero profundo. Apenas lhe dei um abraço e a coloquei na sala de atendimento do Dr. Gilberto Fernandes, o psicólogo das Mães do Brasil. A sobrinha que ela criava como filha tinha acabado de ser sequestrada dentro de casa. Quando conseguiu se livrar do estado de catatonia, ela se juntou a mim e a outra mãe e juntas aprendemos a ser maiores que a dor. Enfrentamos desafios tremendos, humilhações, mentiras, traições tendo por companhia a verdade. E ela triunfou. Fizemos, juntas, o papel que Deus esperava de nós.
Está ai, Thais e Larissa, o princípio da Justiça que tanto lutamos por vocês.



Não poderíamos deixar de agradecer aos policiais Gilvan Ferreira, Robson Fontenelle, Marcos Guimarães, Dr. Leonardo Tumiati, ao Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro Dr. José Mariano Beltrame, as deputadas (os) Liliam Sá, Andreia Zito, Jean Wyllys, as promotoras do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Vera Lúcia e Márcia Colonese, a imprensa brasileira e todos aqueles que se aliaram a nossa luta. Obrigada!
http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-01-14/oficial-da-marinha-acusado-de-sequestrar-pelo-menos-12-criancas-e-preso.html

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