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12 março 2019

O que fazer quando um filho desaparece?

Visite o link em nosso insta e veja no IGTV os conselhos de nosso psicólogo Gilberto Fernandes

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09 abril 2017

Dê notícias Bruno!


Querido Bruno, não te conhecemos pessoalmente, mas já temos por você um imenso amor. Sua mãe Rosiane acaba de entrar para nosso grupo. Ela partilha conosco a mesma dor. A de não saber onde o filho está. Se dorme, se come, se está bem, precisando de ajuda. Por essa razão escrevemos a você essa mensagem na certeza que ela irá te encontrar em algum lugar. E que você, ou alguém que saiba onde você se encontra, irá entrar em contato com Rosiane ou conosco para dar notícias suas.

Ter um filho desaparecido é viver uma morte em vida. É não ter um minuto de sossego, não ter paz ou felicidade. É viver um enorme vazio. Que em breve possamos ter notícias suas.

Mães do Brasil
maesdobrasil@portalkids.org.br


28 julho 2016

Campanha pelos Desaparecidos

Pastor Marcelo Felipe apresentando a campanha na igreja
No dia 16 de março de 2016 o Portal Kids completou 17 anos de existência. A data foi comemorada com o lançamento de uma nova campanha. Fomos escolhidos como parceiros pelo Pastor Marcelo Felipe da Igreja Assembleia de Deus de Marechal Hermes, RJ, para um ato de cidadania pelas pessoas desaparecidas. Desde então a campanha em prol das Mães do Brasil vem sendo realizada com muito sucesso. Acompanhe as novidades em nosso blog.

07 março 2015

LOCALIZADOS APÓS 34 ANOS




É com um profundo sentimento de felicidade que o Portal Kids e a Mãe do Brasil Tânia Côssio informam que as buscas pelos irmãos desaparecidos há 34 anos, Sérgio e Frankling Lisboa Côssio, podem ser encerradas. Os dois foram localizados pelo Portal Kids na noite de ontem, depois de uma busca de 16 anos.

Hoje a instituição promoveu o primeiro contato telefônico de Tânia com o filho mais velho, Frankling, que junto com o irmão Sérgio, vive na Bolívia, para onde foram levados pelo pai, após serem sequestrados.  Um momento de muita emoção para essa Mãe do Brasil guerreira que nunca desistiu de buscar seu filhos, uma inspiração para as mães de desaparecidos deste país, justamente na véspera em que se comemora o dia da mulher.

O Portal Kids dedica mais essa vitória de seu trabalho a todas as Mães do Brasil e a todos aqueles que ajudaram a compartilhar o cartaz dos meninos. Foi justamente esse cartaz que nos possibilitou reencontrar os irmãos.

Queremos agradecer também a imprensa brasileira que tanto nos auxilia divulgando o trabalho de nossa instituição. Aos amigos de imprensa recorremos novamente,  no sentido de compartilhar essa vitória e o nosso pedido de que algum programa de televisão nos ajude a trazer Sérgio e Frankling ao Brasil para que possam rever sua mãe. Ela passou por uma cirurgia recentemente e encontra-se sem condições de se locomover.

Obrigado amigos seguidores, amigos da imprensa e todas as Mães do Brasil. Que a luta das mães de desaparecidos para reencontrar seus filhos seja respeitada e apoiada pelas autoridades brasileiras.   


  
Tânia fala com o filho pela primeira vez e depois comemora com a presidente
Wal Ferrão e o psicólogo Gilberto Fernandes, que promoveram o encontro.


09 janeiro 2015

11 anos sem Priscila

 
Hoje, 09/01/2015. 11anos sem saber noticias, sobre o que aconteceu com Priscila, minha única filha! Muito triste! Essa não é a palavra, mas não tem outra porque é tão ,tão... sem palavras!
Gostaria de vê-la casada, tendo filhos, que ela conhecesse seus sobrinhos ,mas nada! Muito triste. Só Deus mesmo para me dar força e até alguns momentos de paz! Paz porque tive o privilégio de ser sua mãe, e de conviver com ela 29 anos ! Uma das criaturas mais meiga e amorosa que convivi. 
Te amo minha filha !
 
Maria Jovita Vieira, mãe de Priscila
 
Se você tem alguma informação que possa nos levar ao paradeiro de Priscila, entre em contato. Sua identidade será mantida em sigilo.

19 dezembro 2014

Natal das Mães do Brasil


E se aproxima mais um Natal
Em que tenho que cumprir rituais felizes
Árvore enfeitada, presentes, ceia
Só meu coração sabe o quanto é doloroso
Comprar o presente para o filho que ficou
Sinto-me injusta com ele por esse sentimento
E traindo o filho que não sei onde está
O sabor da ceia é amargo
Mas tenho que fingir alegria
Para que minha tristeza não seja ofensiva
Até conseguir me esconder para chorar
Sem ninguém notar, sem ninguém notar
Quando enfim a festa acaba.
Desabo na cama, mas não consigo descansar
Pensando onde meu filho estará.

A ilustração é da árvore montada pela Mãe do Brasil Elisabete Barros. Ela teve a filha Thais sequestrada na véspera do Natal de 2002. Esse ano, pela primeira vez, com muito sacrifício, conseguiu montar uma árvore para sua família. Sacrifício de amor por sua filha Thais e todos os filhos desta nossa família nascida na dor, mas unida no amor e na solidariedade. Que neste Natal Jesus abençoe nossos filhos desaparecidos. E que abençoe a cada um de vocês que lê está mensagem.


25 maio 2011

Campanha: 1 milhão de Assinaturas pela Pessoa Desaparecida


No dia 03 de outubro de 2009 minha filha Ana Paula Moreno Germano, de 23 anos, saiu de nossa casa na cidade de Carapicuiba (SP) às 5h30min para ir trabalhar, cumprindo uma rotina que já fazia há quase dois anos. Ela entrava às 6h da manhã em uma empresa no bairro de Alphaville, região de Barueri, São Paulo, onde eu também trabalhava, só que no horário da tarde. Às 13h30min, quando cheguei à empresa, descobri que Ana Paula não tinha aparecido no trabalho aquele dia. Na mesma hora liguei para o seu celular, mas estava fora de área. Minha filha mais velha, juntamente de seu esposo, foram me buscar para irmos a empresa de ônibus conseguir com o setor de tráfegos um relatório do cartão de passagem de ônibus, que naquele dia não havia sido usado. Como Ana Paula não tinha dinheiro na carteira, ficou claro que não embarcou no ônibus. Em seguida parti para as empresas de monitoramento da cidade, pois Alphaville tem muitas câmeras de segurança. Tive acesso a todas as imagens daquele dia, ficando claro que minha filha não chegou a passar pela região. Às 18h eu já estava dentro da delegacia registrando o B.O (Boletim de Ocorrência), no dia seguinte fui a D.H.P.P. em SP Capital, registrando a queixa, levei a foto dela para ser colocado no site da polícia. Dos policiais das delegacias por onde passei ouvi que eu já tinha levado 90% do trabalho pronto para a polícia. Até onde entendi, restava 10% para a polícia fazer, mas que não tiveram a capacidade de realizar. Da polícia tenho o B.O e mais nada. Não concederam nem a quebra do sigilo telefônico da minha filha, talvez a única maneira de conseguirmos uma pista.

São quase dois anos de muita luta com a Justiça em todos os setores: delegados, promotores, enfim, já tentei de todas as formas. Por desencargo de consciência fui até ao prefeito da minha cidade e dele ouvi que nada poderia ser feito. Diante de tanto descaso, resolvi buscar uma providencia. Comecei a montar um quebra cabeça colocando tudo o que precisaria ter acontecido e não aconteceu, tudo o que deveria ter sido feito e não foi, e comecei a escrever uma resposta daquilo que com certeza precisaria acontecer.Nessa investida soube que para ser apresentado ao Congresso Nacional um pedido que se comprova que o que existe não funciona, precisa, junto com o pedido de mudanças, ter 1 milhão de pessoas que queiram a mesma coisa. Resolvi então começar a recolher essas assinaturas para mudar a situação do desaparecimento de pessoas no Brasil. Estas assinaturas deverão ser recolhidas entre os estados brasileiros. Quem quiser me ajudar e a todas as mães de pessoas desaparecidas no Brasil, basta enviar nome completo, RG e a cidade para os endereços de correspondência em nota abaixo.Desistir dessa luta é desistir de minha filha, coisa que jamais farei.

Sinto em mim a dor de todas as mães dos desaparecidos, uma dor que nos enfraquece, que é a dor da incapacidade. Nos sentimos incapazes diante de tanto descaso, com nossos filhos sabe Deus onde, e nós sem poder fazer nada, esta dor é que nos aniquila. Mesmo assim nós, mães de desaparecidos, lutamos, temos projetos, temos sonhos e acreditamos que podemos mudar. Sei que são muitas as barreiras, que nem sempre temos forças ou condições de continuar, mas não importa. O que importa mesmo é a força e a fé que tenho que nós todas vamos vencer esta guerra. Para isso precisamos da sua assinatura.
Sandra Moreno, mãe de Ana Paula e é a mais nova integrante das Mães do Brasil, Mãe de Carapicuiba e autora da campanha.

Nota: Em breve estaremos lançando a petição on-line. Você pode também enviar sua lista de assinaturas contendo nome completo e RG para os endereços:
São Paulo: Av. Maria Helena, 243 - Carapicuiba CEP: 06320-970 Caixa Postal 53
Rio de Janeiro: Rua Laudelino Coelho, 361 - Barra Nova - Saquarema CEP: 28990-000

15 maio 2011

Alerta Ana Paula


Hoje Ana Paula Moreno Germano completa 25 anos longe de sua família. Ana Paula desapareceu na manhã do dia 03/10/2009, durante o trajeto de casa para o trabalho. A falta de investigação não levou a denúncias sobre o paradeiro de Ana Paula, uma jovem tranquila, caseira, cuja ausência deixou um vazio na vida de sua mãe Sandra Moreno. Apesar da dor avassaladora, Sandra investigou sozinha o desaparecimento da filha, conseguindo descobrir que ela não chegou a tomar o ônibus como fazia todas as manhãs e não foi vista circulando pela cidade. Sandra está envolvida num projeto de recolher assinaturas para mudar a situação do desaparecido no Brasil. No dia 25 de maio, Dia Internacional da Criança Desaparecida, estaremos lançando neste blog a campanha de Sandra. Participe!

Se você tem qualquer informação sobre Ana Paula Moreno Germano entre em contato conosco. As denúncias podem ser anônimas. Se preferir se identificar, manteremos o sigilo de sua identidade.

Informações:
E-mail: maesdobrasil@portalkids.org.br
Tel.: (55 22) 2651 74 62

07 maio 2011

Dia das Mães do Brasil

Quando um filho se vai...

A gente aprende a amá-lo de uma forma diferente.

Na doce lembrança,

Na tristeza da saudade,

Na luta para lhe fazer justiça,

Nas lágrimas derramadas,

No esforço para continuar resistindo,

Na fé em Deus,

Na esperança do reencontro.

Desejamos a todas as mães um dia abençoado.
E que nossos filhos, os que estão conosco e os que nos foram tirados, recebam a benção do nosso eterno amor.


Mães do Brasil

12 novembro 2010

De volta para a filha


Eu e Maria do Socorro Sales Reis vimos o sol nascer juntas hoje, a caminho do aeroporto do Galeão, onde ela embarcou para Brasília para re-encontrar a filha desaparecida há 30 anos. O renascer de um novo tempo para ela e um momento especial para todas as Mães do Brasil. É preciso muita força, determinação e fé para buscar um filho desaparecido. Para Socorro a busca chega ao fim depois de 30 anos. Durante o trajeto para o aeroporto ela foi namorando a foto da filha que recebeu pelo celular.

“É para acreditar que tudo isso está mesmo acontecendo”, disse.

O engarrafamento, normal nesse trajeto, deixou nós duas aflitas. Mas o taxista, comovido com a história do re-encontro, caprichou e conseguimos chegar na hora. No balcão de embarque pedi uma acompanhante para Socorro, pois era a primeira vez que ela viajava de avião. Com o bilhete de embarque nas mãos, a realidade pareceu se materializar.

“Ai, Wal... Estou nervosa...” – vacilou ela.



“Força e fé!” – animei.

E como sempre faço nos muitos momentos de emoção vividos nesse processo de busca, brinquei para aliviar a tensão:

“Lembra que você prometeu que não ia morrer do coração? Onde fica a imagem de guerreira das Mães do Brasil?”

Rimos juntas. E ficamos relembrando a trajetória dela no movimento até a chegada da acompanhante.

“Obrigada Wal!” – emocionou-se Socorro ao se despedir. "Dê um beijo em todas as Mães do Brasil."

Trocamos um longo abraço. Ela se foi, a nossa "Mãe Fênix". Mãe que sempre soube se reconstruir a cada vez que a vida a deixou em cinzas. Lá se foi nossa Mãe Fênix para o voo mais esperado de sua vida.

Antes de embarcar Socorro deixou um recado para as Mães do Brasil.

Por Wal Ferrão
wal.ferrao@portalkids.org.br

29 setembro 2010

A saga de uma família na busca de uma pessoa querida


Tudo começou numa ensolarada segunda-feira de 13 de julho de 2009. Meu irmão Arthur havia saído para dar a costumeira caminhada com nosso irmão João Batista, atualmente com 44 anos, portador de deficiência mental. Arthur chegou em casa desesperado, anunciando que João havia desaparecido diante de uma loja de biscoitos da Avenida Princesa Isabel, em Copacabana (Zona Sul do Rio). Sempre costumávamos comprar biscoitos neste local para oferecer a João durante a caminhada. Arthur entrou para comprar o biscoito, João ficou na entrada da loja como sempre fazia. Quando Arthur voltou minutos depois, não encontrou mais João.

Começava ali a nossa saga. Percorremos a pé todas as ruas dos bairros do Leme e Copacabana – nunca pensei que esses bairros fossem tão grandes. Procurei uma cabine da Polícia Militar que fica na nossa rua na esperança de que o policial de plantão fosse conhecido. Não era. Ele disse que nada poderia fazer para me ajudar. Avistei uma patrulha da PM, me dirigi aos soldados que estavam dentro do veículo e expliquei o que havia acontecido. Dei uma descrição do meu irmão, a roupa que ele vestia (camiseta de malha azul, bermuda branca com listas azuis e tênis azul marinho), que portava a carteira de identidade no bolso traseiro da bermuda, deixei meu telefone. Os policiais disseram que iriam passar um rádio para as outras cabines e patrulhas do Leme e de Copacabana. Segui em frente, falei com porteiros, comerciantes, jornaleiros, a cada patrulha ou cabine da PM fazia o mesmo e eles sempre diziam que iriam passar um rádio para as demais cabines e patrulhas. Não acredito que isso tenha sido feito. Se tivesse acontecido, meu irmão hoje poderia estar em casa. Apelei também para guardas municipais e salva vidas que fazem a segurança das orlas das praias do Leme e Copacabana. Minha mãe percorreu os bairros de táxi. No fim da tarde fomos a diversos hospitais e nada.

Por volta das 23 horas fomos a 12ª DP da Rua Hilário de Gouveia. Hilário mesmo foi a forma que fomos atendidas pelos policiais de plantão. Além de se recusarem a fazer o boletim de ocorrência, o policial ainda perguntou a minha mãe, uma senhora de 70 anos, bastante cansada pela procura de um dia inteiro de um filho doente desaparecido, se ela tinha certeza de que meu irmão não queria desaparecer.

O registro de ocorrência só foi feito no dia seguinte, na 10ª DP de Botafogo, que no entanto nos encaminhou mais uma vez para a 12ª DP, por ser a delegacia responsável por aquela região. Nunca vi uma delegacia tão despreparada. Parecia que eu e minha família éramos os bandidos.

No segundo dia percorremos os abrigos municipais e estaduais, IML (Instituto Médico Legal), Polinter e com o passar dos dias fomos em todos os hospitais da cidade, clínicas conveniadas ao SUS (Sistema Único de Saúde), bombeiros. Por diversas vezes percorremos a cidade com a equipe da prefeitura que recolhe o pessoal da rua. Por incrível que pareça encontramos a maior solidariedade entres os moradores de rua. Eles nos informam onde eles comem, tomam banho, se reúnem, dão indicações onde podemos procurar.

Continuamos na busca por meu querido irmão e tenho certeza que iremos encontrá-lo, mas temos que procurar modificar algumas coisas para facilitar a busca dessas pessoas, principalmente de crianças, pessoas portadoras de deficiência e/ou distúrbios psíquicos e de pessoas idosas, pois da forma que acontece atualmente fica difícil.

Alice Mattos, irmã de João e a mais nova integrante do movimento Mães do Brasil.

No próximo post você verá as dicas de Alice para famílias que buscam portadores de doenças psíquicas. Acima fotos de João, que quando desapareceu estava bem mais magro, tiradas do álbum de família. Se você tem alguma informação sobre ele envie um e-mail para maesdobrasil@portalkids.org.br ou ligue (22) 2651 74 62