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27 setembro 2016

Campanha pelos desaparecidos


No ano de 2008 uma mulher entrou na sede do Portal Kids em Jacarepaguá, zona oeste do RJ, completamente catatônica. A sobrinha Larissa, de 11 anos, que ela havia criado como filha desde bebê, havia sido sequestrada de dentro de sua casa em São Cristovão, Rio de Janeiro, por um desconhecido que acabou identificado por testemunhas como o suspeito de outros sequestros de meninas. Raquel não conseguia articular palavra. Ganhou abraços e foi imediatamente levada para o atendimento psicológico.

Aos poucos, foi se reestruturando. Não sabia que enfrentaria uma verdadeira via crúcis. Foi acusada, humilhada e desrespeitada por pessoas pagas com seu imposto para defendê-la. Sofreu muito, mas não se abateu. Com nosso apoio e de outras mães, além da sobrinha mais velha, do marido e do filho, seguiu em frente. Tudo indicava que o caso de Larissa seria mais um número, até Raquel tomar coragem e cruzar pela primeira vez as portas do Ministério Público do RJ para fazer contato com a promotora que cuidava do processo. 

“Na minha ingenuidade achava que podia ser presa. Que iam achar que eu não tinha cuidado de minha filha e por isso a tinham levado”, confessou-me quando justificou sua resistência em procurar o MP. 

Com sua dignidade e integridade, Raquel comoveu a promotora, que acabou indiciando o suspeito. O processo de julgamento foi tenso, doloroso e difícil. Para surpresa de muitos, Raquel é que consolava a mim e as Mães do Brasil, garantindo que tudo ficaria bem. Que Deus não iria nos faltar. Não faltou! A Justiça para Larissa veio, mas Larissa não voltou. Uma vez ouvi uma frase marcante de Raquel:

 “Perdi um filha, mas ganhei a mim mesma!” Raquel se tornou uma liderança no Portal Kids e ajudou muitos outros casos até ano passado, quando uma doença a afastou do trabalho no projeto Mães do Brasil. Apavorada com o diagnóstico que não vinha, mesmo após exaustivos exames, ela preferiu se recolher. Agora está bem e de volta. Raquel teve sua Justiça. Continua a ter o apoio e o amor dos filhos e do marido, ganhou duas lindas netas, que são apaixonadas por ela, tem sua profissão de confeiteira. Quando recentemente demonstrou desejo de voltar me reuni com ela para perguntar se gostaria mesmo de continuar nessa dolorosa caminhada. Afinal, continuamos a tentar descobrir o paradeiro de Larissa por ela. Ao lado de sua grande amiga/irmã, a coordenadora das Mães do Brasil Elisabete Barros, que ainda espera por Justiça para sua filha Thais, garantiu: 

“Mais do que nunca desejo continuar. Pelas outras crianças!” Bem vinda de volta, Raquel. Resolvi ilustrar o lançamento de uma nova campanha que as Mães do Brasil iniciam hoje pelos filhos desapararecidos falando um pouco da história de Raquel. Uma grande mulher, uma Mãe do Brasil. Participe da campanha colocando uma imagem de um desaparecido como foto de perfil de hoje até 12 de outrubro.

Esse é a foto de sua Larissa como está hoje, com a tecnologia da progressão de imagem. #compartilhanossacausa #portalkids #maesdobrasil #dkaaustria  #campanha #desaparecidos


04 março 2015

Cartaz de Thais


Agradecemos o interesse na história de Thais. Publicamos aqui o cartaz com os dados do desaparecimento dela. Lembramos que na página Campanhas/Cartazes existem imagens de nossos desaparecidos, como também no www.facebook.com/ONGPORTALKIDS

Quem puder compartilhar as imagens, antecipadamente agradecemos.

Mães do Brasil

25 novembro 2014

Compartilhe o cartaz de Dyanna

 
Após uma intensa campanha nas redes sociais, conseguimos renovar mais um cartaz dos desaparecidos buscados por nossa instituição. Este foi confeccionado pelo designer Victor Tufani e
doado pela brasileira que reside nos Estados Unidos, Eliane Nonni. Ela tem dois filhos, acompanha nosso trabalho há muito tempo e até já fez uma manifestação por nossos crianças com a ajuda da filhinha Giulia. Encantados com a atitude da menina, a direção da escola de Giulia, que é americana, divulgou seu ato de cidadania como exemplo a ser seguido pelos estudantes.

Nas redes sociais tivemos muitos compartilhamentos do cartaz de Dyanna. E você, vai nos ajudar compartilhando a imagem dela onde puder. Vale também imprimir e fixar em locais de grande circulação de pessoas. Pedimos aos seguidores estrangeiros dessa página que compartilhem a imagem dela pelo mundo. Há suspeitas que Dyanna possa ter sido vítima do tráfico de crianças para fins de exploração sexual.

19 setembro 2014

Delegacia dos Desaparecidos será inaugurada no Rio

No ano de 2006, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, situada em Brasília, esteve no Rio de Janeiro na pessoa do então Secretário Dr. José Hilário Nunes de Medeiros, a convite do Departamento de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) para participar de um seminário. A direção do Departamento nos apresentou o Secretário, que impressionado com a parceria entre o Portal Kids e a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), aceitou criar a primeira Delegacia de Desaparecidos do Rio de Janeiro, que inicialmente funcionaria na UERJ, sob o comando do então delegado da DCAV, Dr. Leonardo Tumiati. Só que o delegado acabou afastado do cargo e o projeto da primeira especializada em desaparecimentos mais uma vez naufragou.

Foram muitas as tentativas. Ano passado conhecemos, apresentada por Ivanise Esperidião, Presidente das Mães da Sé de São Paulo, a Maria Jovita Vieira, mãe da Priscila Belfort, desaparecida há uma década, quando saiu do trabalho para almoçar e nunca mais foi encontrada. Jovita já estava com um projeto determinado de criação da delegacia. Fomos mais um de seus apoiadores. No próximo dia 22 a tão necessária, sonhada e esperada delegacia será criada. Não é mais uma delegacia, mas um projeto excelente, porque Jovita teve o cuidado de pesquisar e sugerir o melhor para esta unidade.

As necessidades e expectativas são muitas mas o momento é de comemorar. E não há maneira melhor de fazer isso lembrando dos filhos que não puderam voltar em função da falta de uma política de atendimento no Rio voltada para desaparecimento de pessoas. Por isso, até o dia 22 de setembro troque a foto do seu perfil nas redes sociais pela foto de um desaparecido. Mantenha a foto em seu perfil até o dia 27, que é uma data que todos os olhos, no Brasil, se voltam para as crianças, independente de motivação religiosa.

Nos álbuns de nossa instituição no facebook: www.facebook.com/ONGPORTALKIDS vocês encontra fotos dos desaparecidos, adultos e crianças, buscados por nós, inclusive de nossa saudosa Priscila. Vem comemorar essa vitória imensa com a gente. São 15 anos de um sonho que agora será realizado. E você participa da festa exibindo a foto de um desaparecido no seu mural.

#voltapriscila
#justicaparaamanda
#portalkids
#maesdobrasil




18 dezembro 2013

Novo cartaz/campanha do Portal Kids

"O Natal me machuca de uma forma lenta, dilacerante. Minha filha me foi tirada dois dias antes do Natal. Este será mais um Natal sem Thais, mais um Natal sem poder acariciar seus cabelos, ouvir sua risada gostosa, que enchia meu coração dealegria. Este ano comprei um pisca-pisca, mas não tive forças para arrumar a árvore e enfeitar a casa de luzes como minha filha gostava. Tudo isso ficou para trás, desde 2002, quando Thais teve sua infância roubada, como também seu sonho de crescer e se tornar professora. Desde então minha vida se tornou um mar sem terra para aportar.
Encho-me de força e coragem para te dizer essas palavras minha filha, minha Thaís: Não sei por onde você anda... Não sei se ainda respira... Eu estou me consumindo aos poucos. Também perdi meu sorriso, perdi minha vida. O tempo passa e ao invés de melhorar, piora. A saudade aumenta e vai me matando ao poucos. Eu só queria poder te reencontrar nesse Natal."

Elisabete de Lima Barros, a autora deste comovente texto, é Mãe do Brasil, é mãe de Thais, a menina que é mostrada nessa imagem. Compartilhe nosso cartaz/campanha que foi reformulado pelo designer Victor Tufani.
Nosso objetivo é conseguir uma pista do paradeiro de Thais. O suspeito de seu sequestro, condenado a 7 anos de reclusão em regime fechado pelo sequestro de Larissa Gonçalves Santos, está foragido. É esperar que a Polícia do Rio de Janeiro cumpra seu papel de defensora da sociedade e o prenda antes do Natal. Divulgue o cartaz/campanha com a imagem de Thais através das redes sociais, imprima-o e fixe-o em um local de grande circulação de pessoas. Roubaram tudo de Thais, mais exigimos a Justiça dos homens para ela.

16 março 2012

Mãe reencontrará filho na novela Amor Eterno Amor


Está prevista para a próxima sexta, 23 de março, a cena do tão esperado reeencontro entre Verbena (Ana Lúcia Torre) e seu filho desaparecido Carlos (Gabriel Braga Nunes) em Amor Eterno Amor. A novela de Elizabeth Jhin da Rede Globo está abordando a temática do desaparecimento. Mãe e filho se reveem no mesmo local em que se despediram no dia em que ele desapareceu. Ao fitar a mãe, algumas vagas lembranças voltam à memória de Carlos. Mesmo constrangido, ele troca um emocionado abraço com Verbena.

No Mães do Brasil já acompanhamos diversos reencontros semelhantes. É um momento de muita emoção, mas cercado de tensão. Grande maioria das crianças que localizamos estavam há muito tempo longe de casa, algumas delas não sabiam ou não lembravam que tinham mãe. O filho nunca volta o mesmo, o que para a mãe é uma situação difícil de lidar. A adaptação é complicada, não é um conto de fadas. Mas o amor trata de acalmar os ânimos e a vida vai se refazendo.


Crédito da foto: TV GLOBO / Alex Carvalho

25 maio 2011

Campanha: 1 milhão de Assinaturas pela Pessoa Desaparecida


No dia 03 de outubro de 2009 minha filha Ana Paula Moreno Germano, de 23 anos, saiu de nossa casa na cidade de Carapicuiba (SP) às 5h30min para ir trabalhar, cumprindo uma rotina que já fazia há quase dois anos. Ela entrava às 6h da manhã em uma empresa no bairro de Alphaville, região de Barueri, São Paulo, onde eu também trabalhava, só que no horário da tarde. Às 13h30min, quando cheguei à empresa, descobri que Ana Paula não tinha aparecido no trabalho aquele dia. Na mesma hora liguei para o seu celular, mas estava fora de área. Minha filha mais velha, juntamente de seu esposo, foram me buscar para irmos a empresa de ônibus conseguir com o setor de tráfegos um relatório do cartão de passagem de ônibus, que naquele dia não havia sido usado. Como Ana Paula não tinha dinheiro na carteira, ficou claro que não embarcou no ônibus. Em seguida parti para as empresas de monitoramento da cidade, pois Alphaville tem muitas câmeras de segurança. Tive acesso a todas as imagens daquele dia, ficando claro que minha filha não chegou a passar pela região. Às 18h eu já estava dentro da delegacia registrando o B.O (Boletim de Ocorrência), no dia seguinte fui a D.H.P.P. em SP Capital, registrando a queixa, levei a foto dela para ser colocado no site da polícia. Dos policiais das delegacias por onde passei ouvi que eu já tinha levado 90% do trabalho pronto para a polícia. Até onde entendi, restava 10% para a polícia fazer, mas que não tiveram a capacidade de realizar. Da polícia tenho o B.O e mais nada. Não concederam nem a quebra do sigilo telefônico da minha filha, talvez a única maneira de conseguirmos uma pista.

São quase dois anos de muita luta com a Justiça em todos os setores: delegados, promotores, enfim, já tentei de todas as formas. Por desencargo de consciência fui até ao prefeito da minha cidade e dele ouvi que nada poderia ser feito. Diante de tanto descaso, resolvi buscar uma providencia. Comecei a montar um quebra cabeça colocando tudo o que precisaria ter acontecido e não aconteceu, tudo o que deveria ter sido feito e não foi, e comecei a escrever uma resposta daquilo que com certeza precisaria acontecer.Nessa investida soube que para ser apresentado ao Congresso Nacional um pedido que se comprova que o que existe não funciona, precisa, junto com o pedido de mudanças, ter 1 milhão de pessoas que queiram a mesma coisa. Resolvi então começar a recolher essas assinaturas para mudar a situação do desaparecimento de pessoas no Brasil. Estas assinaturas deverão ser recolhidas entre os estados brasileiros. Quem quiser me ajudar e a todas as mães de pessoas desaparecidas no Brasil, basta enviar nome completo, RG e a cidade para os endereços de correspondência em nota abaixo.Desistir dessa luta é desistir de minha filha, coisa que jamais farei.

Sinto em mim a dor de todas as mães dos desaparecidos, uma dor que nos enfraquece, que é a dor da incapacidade. Nos sentimos incapazes diante de tanto descaso, com nossos filhos sabe Deus onde, e nós sem poder fazer nada, esta dor é que nos aniquila. Mesmo assim nós, mães de desaparecidos, lutamos, temos projetos, temos sonhos e acreditamos que podemos mudar. Sei que são muitas as barreiras, que nem sempre temos forças ou condições de continuar, mas não importa. O que importa mesmo é a força e a fé que tenho que nós todas vamos vencer esta guerra. Para isso precisamos da sua assinatura.
Sandra Moreno, mãe de Ana Paula e é a mais nova integrante das Mães do Brasil, Mãe de Carapicuiba e autora da campanha.

Nota: Em breve estaremos lançando a petição on-line. Você pode também enviar sua lista de assinaturas contendo nome completo e RG para os endereços:
São Paulo: Av. Maria Helena, 243 - Carapicuiba CEP: 06320-970 Caixa Postal 53
Rio de Janeiro: Rua Laudelino Coelho, 361 - Barra Nova - Saquarema CEP: 28990-000

07 maio 2011

Dia das Mães do Brasil

Quando um filho se vai...

A gente aprende a amá-lo de uma forma diferente.

Na doce lembrança,

Na tristeza da saudade,

Na luta para lhe fazer justiça,

Nas lágrimas derramadas,

No esforço para continuar resistindo,

Na fé em Deus,

Na esperança do reencontro.

Desejamos a todas as mães um dia abençoado.
E que nossos filhos, os que estão conosco e os que nos foram tirados, recebam a benção do nosso eterno amor.


Mães do Brasil

24 abril 2011

Corrente de Oração




Nesta Páscoa pedimos a todos que realizem essa oração por nossas crianças desaparecidas. Que nosso amor e nossas preces as alcancem onde estiverem. Um dia abençoado para todos.

14 fevereiro 2011

Tristeza


Sinto uma tristeza tão profunda pelas crianças que não conseguimos encontrar. Tristeza que sempre me acompanha, mas se esconde e se disfarça na vida que segue. Mas, as vezes, do nada, ela escapa, como agora em que eu, da janela, olhava à noite.

Veio de supetão, como uma faca fina rasgando o coração. Será que foi o recente aniversário da Dyanna? Onde estará Dyanna que eu nem quis fazer a conta de quantos anos fez? Dói demais pensar na idade em que as crianças estarão agora.

Penso no sorriso de Dyanna e me invade a mente o sorriso de Thais com sua beleza exótica. Ai me vem a mente Larissa que, quando foi sequestrada, bastava eu fechar os olhos para sentí-la tão perto, mas tão perto, que eu chegava a estender a mão como se ela fosse capaz de segurá-la e voltar para casa.

Recordo um sonho que tive com Michele. Foi há anos e tão real que o conservo até hoje. Michele caminhando segura ao meu lado por um descampado me contando algo que eu depois não consegui lembrar.

Me vem a mente, talvez uma defesa da própria mente para suavizar a dor, a imagem de uma das meninas que reencontramos após uma busca de seis anos. De como ela correu sorridente e se jogou nos meus braços e como nessa hora se esquece toda a dor. Sua presença é um bálsamo, assim como todas as crianças que reencontramos.

Lembro das denúncias que chegaram até nós e não se concretizaram. Tantas e que deixaram um vazio tão grande depois da esperança. Onde estarão as crianças tragadas pela noite?

Por Wal Ferrão
wal.ferrao@portalkids.org.br

23 novembro 2010

A Janela


Uma mãe, que acompanha nosso trabalho com crianças desaparecidas, contou-me o que anda acontecendo com uma menina de sua comunidade. A garotinha, de sete anos, adquiriu o preocupante hábito de acordar muito cedo, quando a família ainda está adormecida e sorrateiramente sair para brincar no quintal. A mãe da menina em questão, também ciente das nossas histórias de desaparecimento de crianças, procurou por diversas vezes alertar a filha sobre o perigo de seu comportamento, mas nada surtiu efeito.

“Acredita que a menina ainda mandou a mãe acordar mais cedo se quisesse impedi-la de sair? Só que todos os dias ela dorme às oito da noite e a mãe ainda vai preparar a comida para o marido levar na marmita no dia seguinte”, indignou-se a mãe que me contou essa história, perguntando o que eu faria para impedir a criança de fugir para o quintal.

Quando sugeri que a família poderia esconder a chave da porta, ela retrucou:

“E você acha que a mãe dela não fez isso? Mas a menina pulou a janela...”

Não pude deixar de rir. Minha interlocutora acabou rindo junto comigo, mas depois acrescentou:

“Agora ela não está mais fazendo isso, mas parecia até uma tentação!”

Expliquei que nessa idade as crianças tendem a querer infringir regras, numa busca pela independência. Curiosa eu quis saber como a mãe da menina resolveu o problema. A mãe que me fazia o relato contou-me que um mendigo apareceu no quintal pedindo comida, amedrontando a garota, que entrou em casa gritando pela mãe. E desde então não tem mais brincado sozinha no quintal. Reconhecemos ambas que provavelmente o morador de rua estava mesmo em busca de comida, mas se não estivesse, sem dúvida os alertas da mãe evitariam que essa menina fosse vítima de alguma violência. Por isso, campanhas de esclarecimento e prevenção são tão importantes.

“E se ela voltar a desobedecer depois de esquecer o susto?” – quis saber minha amiga, em dúvida se umas boas palmadas não resolveriam o problema.

Perguntei o que mais a menina gosta de fazer. Ela respondeu que é ver desenhos pela tevê. Sugeri que a mãe corte esse prazer da filha até ela compreender que precisa respeitar suas orientações, atitude muito mais eficaz que uma palmada.

A ilustração é do quadro A Imagem, de René Magritte (Bélgica, 1898, Bruxelas, 1967). O pintor, considerado um espírito travesso, presenciou o corpo da mãe, vítima de suicídio, ser retirado das águas do rio. Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns como o castelo, a rocha e a janela entre outros. Dizia Magritte sobre sua própria obra: “As pessoas que procuram significados simbólicos não conseguem captar a poesia e o mistério da imagem.”

Por Wal Ferrão
wal.ferrao@portalkids.org.br

25 outubro 2010

Clipping: Matéria do jornal Meia Hora, do Rio de Janeiro


Reprodução do texto de Janaína Carvalho:

Perseverança, luta, determinação e fé. São essas as palavras que fazem parte da rotina de inúmeras mães que enfrentam a dor do desaparecimento de um filho. E foi na tentativa de divulgar os casos de diversas crianças que somem de um dia para outro que as 'Mães do Brasil' resolveram apostar na internet como ferramenta de ajuda para localizar desaparecidos.
"Criamos o blog justamente com essa intenção. O que está na internet pode ser visto não só nas cidades onde as crianças sumiram, mas em qualquer parte do planeta", explica Elisabete Barros, que desapareceu há oito anos na Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio.
Na época, Taís tinha apenas 9 anos e foi tomar um sorvete com o primo do outro lado da rua onde morava, quando desapareceu. Segundo testemunhas, a menina teria sido levada por um homem. "Minha filha é bonita, esperta e inteligente, com certeza ele a ameaçou para conseguir levá-la", afirma Elisabete, que tem outro filho de 16 anos.
Está na final de concurso
Como reconhecimento, esse ano o blog é finalista no concurso Top Blog. "A página é uma forma de aliviar a angústia de outras mães. Essa dor não passa nunca. Não há nada pior do que não saber o que está acontecendo com seu filho", afirma Elisabete. Segundo ela, uma das maiores lutas do grupo Mães do Brasil é mudar a forma com que as autoridades tratam os casos de pessoas desaparecidas. Elas querem a criação de uma delegacia especializada, com policiais preparados para lidar com casos de desaparecimento.

21 outubro 2010

Dia Internacional de atenção à Gagueira


A gagueira é um distúrbio neurológico que pode causar forte impacto negativo na vida da pessoa que gagueja. Dada a importância da comunicação na vida diária, a gagueira tende a prejudicar consideravelmente a funcionalidade do indivíduo em vários aspectos da vida, sobretudo nos âmbitos acadêmico, social e ocupacional. Apesar de ser um distúrbio que incide em 5% da população - e se torna crônico em 1% dela - a gagueira infelizmente ainda não recebe a atenção e o cuidado que necessita.

Para minimizar isto, desde 1998, em diversas partes do mundo, acontece no dia 22 de outubro o DIA INTERNACIONAL DE ATENÇÃO À GAGUEIRA. Em vários países, pessoas famosas que gaguejam dão depoimentos e ajudam a melhorar o nível de informação sobre a gagueira e os tratamentos disponíveis. Julia Roberts e Bruce Willis já participaram da campanha, contando suas experiências pessoais. Eles se juntam a outras pessoas brilhantes que, ao longo da história, também conviveram com o distúrbio: Demóstenes, Charles Darwin, Winston Churchill, Lewis Carroll, Machado de Assis, John Updike, José Saramago, entre outros.

O tema da campanha do DIA INTERNACIONAL DE ATENÇÃO À GAGUEIRA de 2010 é “Seu Filho Gagueja?”. Este tema foi escolhido para esclarecer aos pais e familiares sobre este sério distúrbio de fluência da fala e alertá-los sobre a enorme importância do atendimento precoce.O objetivo dessa campanha é oferecer informações científicas atualizadas para aumentar a compreensão de todos sobre esse distúrbio, que geralmente é visto como engraçado, mas que pode ter consequências bastante graves – levando a pessoa a grande sofrimento e até mesmo ao isolamento. Os organizadores esperam contribuir para que as piadas em torno do distúrbio diminuam na proporção inversa do nível de esclarecimento sobre ele, de modo a acabar com o preconceito e a ridicularização que ainda humilham e maltratam as pessoas que gaguejam e seus familiares.

Na intenção de disseminar informação e esclarecimento sobre esse distúrbio que atinge cerca de dois milhões de brasileiros, dezenas de cidades promoverão atividades gratuitas para a população na semana do dia 22 de outubro. A programação oficial poderá ser acompanhada no site do IBF, do Cefac e do CFFa.

A gagueira

A gagueira atualmente é entendida pela comunidade científica nacional e internacional como um distúrbio neurológico que afeta a fluência natural da fala. A gagueira se caracteriza por inter-rupções atípicas e involuntárias no fluxo da fala: repetições, hesitações, bloqueios, prolongamentos, tensões corporais e/ou orofaciais. Trata-se de um distúrbio universal, percebido em todas as partes do planeta independentemente da raça, cultura, credo ou situação socioeconômica. A gagueira incide temporariamente em 4% da população e prevalece em 1% da população mundial, numa proporção de quatro pessoas do sexo masculino para uma do sexo feminino.

Na maioria dos casos, ela surge entre os dois e quatro anos de idade, e seu desenvolvimento é gradual, mas, em um terço das crianças atingidas, ela começa abruptamente. Tende a ocorrer em famílias onde há membros que gaguejam, ou que gaguejaram, em uma proporção três vezes maior do que em crianças sem histórico familial.

Estudos específicos apontam para a transmissão genética na maioria dos casos. Porém, o fator genético não pode ser considerado como causa única, mas sim como predisposição para esse distúrbio. A gagueira é entendida com um distúrbio multifatorial de base neurológica. Sabe-se também que lesões cerebrais podem causar alterações nas estruturas responsáveis pelo sequenciamento motor da fala, causando a gagueira.

Muitas das crianças que gaguejam poderão obter remissão total desse quadro, mas ainda não há como o leigo prever quais são as crianças que se encontram nesse grupo. E é exatamente por isso que é fundamental que se faça uma avaliação especializada e, se necessário, se inicie o tratamento o mais cedo possível. Quanto mais rápida e adequada for a intervenção terapêutica, melhores serão os resultados. O profissional a ser consultado para a avaliação e diagnóstico diferencial da gagueira é o fonoaudiólogo especializado no atendimento dos distúrbios da fluência, que tenha conhecimentos científicos e práticos sobre o tema.

Mesmo pessoas adultas que já apresentam a gagueira instalada de longa data, quando em tratamento fonoaudiológico adequado, apresentam melhoras significativas, otimizando suas relações de comunicação como um todo, minimizando significativamente o distúrbio e o sofrimento interno que ele ocasiona.

A gagueira mais frequente é a Gagueira do Desenvolvimento, que se inicia na infância e pode ir agravando. A Fonoaudiologia reconhece também outros quadros considerados como Distúrbios da Fluência: a taquilalia, a taquifemia e a gagueira adquirida. Apenas um fonoaudiólogo especializado no tema tem competência para avaliar, fazer o diagnóstico diferencial, traçar um planejamento adequado e ajudar o paciente a eliminar a gagueira em crianças, ou a falar de maneira mais suave e natural, sem tanta dificuldade, minimizando assim os impactos negativos do distúrbio na vida da pessoa.

Realização Nacional:
CEFAC – Saúde e Educação (www.cefac.br)
HSPE – Hospital do Servidor Público Estadual ( www.iamspesaude.com.br)
IBF – Instituto Brasileiro de Fluência (www.gagueira.org.br )
FM-UFRJ – Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (www.medicina.ufrj.br )
CFFa. - Conselho Federal de Fonoaudiologia – (www.fonoaudiologia.org.br )

30 setembro 2010

Revista tititi, que fez campanha por crianças desaparecidas, concorre a prêmio


Em 2005 a revista de celebridades tititi, da Editora Abril, criou uma campanha de divulgação de cartazes de crianças desaparecidas, inspirada na novela Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva, da TV Globo. Através da campanha uma menina de seis anos, que foi sequestrada e permaneceu em cárcere por sete meses, foi resgatada. Agora, a publicação, voltada para mulheres classe C, está concorrendo a um prêmio de jornalismo. Boa sorte a editora Márcia Piovesan que criou a campanha pelas crianças desaparecidas

Em sua 6ª edição, o Troféu AIB de Imprensa, “O Prêmio do Jornalismo Carioca”, instituído pela Associação de Imprensa da Barra da Tijuca (AIB), tem como finalidade principal premiar, valorizar e estimular a produção de matérias e programas de boa qualidade, com conteúdo jornalístico. Em 2010, a AIB vai premiar as seguintes mídias: Televisão, Rádio, Revista, Internet e Mídia Impressa. A votação termina no dia 15 de outubro e o resultado será divulgado no Portal AIB (www.aib.org.br) a partir do dia 16 de outubro.

VOTE AGORA: http://www.aib.org.br/votacao2010/