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23 março 2015

De mãe para mãe




É muito comum a crítica e a cobrança de pensões e de custos financeiros compartilhados entre pais separados, mas pouco se fala sobre o custo emocional de criar sozinha os filhos. O compartilhamento dos custos financeiros é uma conquista enorme, mas é preciso por na mesa, o que significa, física e emocionalmente, lidar sozinha com os desafios do dia a dia.

Hoje vi um debate sobre alienação parental que mostrava pais que argumentavam que existem muitas mães que dificultam a participação e o convívio dos pais com seus filhos. São pais pedindo para ver e pegar filhos no finais de semana. Ah... os finais de semana... A cada quinze dias as mães podem "descansar". Essa ainda é uma briga muito desigual. São as mães que ainda brigam por pensão e ainda precisam lidar com o custo emocional que muitas vezes é compartilhado com outras mulheres: as avós.

A Lei mudou e agora não há desculpa, pais que querem ver e participar da educação dos filhos não podem mais dizer que a "mãe tem a guarda e não me deixa ver". A Lei agora está do lado de quem quer de fato se envolver e fazer bem mais que pagar a pensão e pegar os filhos nos finais de semana. A gente precisa por outros custos na mesa, não só para cobrar dos pais mais do que presenças eventuais,  mas para sermos mais solidárias e ampliar nossa própria rede de apoio.

Existem questões legais e morais no pacote das causas feministas, mas existem também questões mais simples e alcançáveis: julguemos menos umas as outras e tenhamos a coragem de dizer que sozinha não dá, ajudemos umas as outras e expliquemos aos homens, caso eles ainda não tenham entendido, que é preciso bem mais do que dinheiro para criar filhos.

Por Sheila Nogueira
As ilustrações deste post são de obras de Sheila, que é mãe de uma filha adolescente

08 janeiro 2011

Gilberto, o paizão!


Ontem o psicólogo Gilberto Silva perguntou se eu estava nervosa com a primeira reunião dos jovens do projeto Gente do Amanhã. Respondi que não, que Nicolas Raline, o coordenador do projeto, estava bem preparado e é um líder nato. Hoje nos falamos novamente e Gilberto desejou tudo de bom aos jovens e recomendou que eu não ficasse nervosa, mas ligasse para ele quando soubesse o resultado da reunião.

- Estou achando que você está mais ansioso do que eu... – observei.

Flagrado, Gilberto achou graça! Por falar no paizão, vejam o novo artigo do Dr. Gilberto Silva na coluna Conversando com o Psicólogo.

Na foto Nicolas, eu e Gilberto em uma das reuniões do projeto que aconteceram ano passado.

Por Wal Ferrão
wal.ferrao@portalkids.org.br

28 outubro 2010

Reflexões aos pais

Uma mãe ganhou essa mensagem na escola do filho e sugeriu publicar no blog:

“Pai, mãe...
Não me dês tudo o que te peço.
Às vezes meus pedidos querem apenas ser um teste para ver o quanto posso pedir.

Não grites comigo.
Eu te respeito menos quando o fazes e me ensinas a gritar também.

Não me dês ordens a todo momento.
Se em vez de mandar, algumas vezes fizesse pedidos, eu o faria mais rapidamente e com mais gosto o que desejas.

Cumpre as promessas que fazes, boas ou más.
Se me prometes um prêmio, deve dá-lo; assim como um castigo.

Não me compares a ninguém, especialmente a meus irmãos.
Se me colocas acima deles, alguém vai sofrer.
Se me colocas abaixo, eu é que sofro.

Não mudes de opinião a cada momento sobre o que devo fazer.
Pensa antes, mantendo a decisão.

Deixa que eu faça, acertando ou errando.
Se fazes tudo por mim, serei um eterno dependente.

Nunca pregues uma mentira, nem me peças que eu o faça.
Isso criará em mim um mal-estar e me fará perder a confiança em tudo o que afirmas.

Quando te enganas em alguma coisa, admite-o francamente.
Isso não te diminuirá a meus olhos, pelo contrário, te fará crescer e eu aprenderei a assumir minhas faltas.

Quando perceberes um problema meu, não digas que é bobagem que o tempo corrige ou que não tens tempo.
Eu preciso ser compreendido e ajudado.

Trata-me com a mesma amizade e a mesma cordialidade com que tratas teus amigos.
O fato de pertencermos à mesma família não significa que não possamos ser amigos também.

Nunca me ordenes fazer uma coisa quando tu mesmo não a fazes.
Eu aprendi a fazer sempre e apenas aquilo que tu fazes e não aquilo que tu dizes.”