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24 setembro 2019

Gente do Amanhã vai ao cinema

Cinema é um programa sempre presente no projeto Gente do Amanhã, que recebe o apoio da DKA Áustria. Neste dia o passeio começou no ônibus e depois de assistirem a sessão do filme, os jovens brincaram com a animação do shopping  e e lancharam uma deliciosa pizza!

O Gente do Amanhã atende jovens que moram em Oswaldo Cruz, Zona Norte do Rio. O objetivo do projeto é dar visibilidade às meninas e meninos de lá através da sua profissionalização  e apoio psicológico.

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17 dezembro 2018

Gente do Amanhã confraterniza no Konistore


Os jovens do Projeto Gente do Amanhã, acompanhados da presidente da ONG @maes_do_brasil Wal Ferrão, escolheram confraternizar o Natal e o fim do ano com comida oriental e pediram que a reunião fosse em um restaurante da rede Koni.

O Koni adorou a escolha e convidou os meninos e meninas do projeto para almoçar em uma de suas lojas. A confraternização aconteceu no sábado, 15, onde teve um amigo oculto diferente, com troca de elogios e abraços.

A galerinha que experimentou a comida japonesa pela primeira vez adorou os pratos! A turma agradeceu ao Koni e seus funcionários com muitos aplausos. Que todos possam ter um Natal saudável e alegre como foi o nosso.

O Projeto Gente do Amanhã tem o apoio da @dreikoenigsaktion

27 fevereiro 2015

Ontem, hoje, amanhã e um novo projeto


Ontem entreguei o edital de um projeto que, se aprovado, pode ser significativo para muita gente que, como eu, está em busca de algo que dê mais acalanto e mais sentido à vida. Ontem, ao sair do correio, lembrei que venho há dois meses preparando esse projeto com dedicação e paciência. Antes, ao imprimi-lo, a tinta acabou. Por mais bizarro que possa parecer ninguém conseguiu abrir o recipiente para trocar o cartucho de tinta da impressora. Acabei arrumando uma solução criativa porque a hora do final do expediente dos correios se aproximava. Imprimi em tinta colorida, tirei cópia na papelaria e fui postá-lo. Sai da agência com um sentimento de cansaço emocional extremo pelo dia aflitivo e corrido, e lembrei-me do capítulo de um livro que estou lendo e estou há dias estacionada.
O livro é “Comentários sobre o viver”, de Jiddu Krishnamurti. Muitos são os adjetivos que o autor ganhou ao longo da vida, mas acredito que um que se aproxima de uma definição de sua pessoa é o de livre pensador.
No capítulo do livro ao qual me refiro ele fala sobre como nossa vida gravita em torno da lembrança do passado e da expectativa do futuro. Diz o autor: “É possível para a mente existir sem um padrão, ser livre dessa oscilação para frente e para trás do desejo?... Essa ação implica viver no agora... Mas nós não estamos vivendo... estamos sempre em busca do passado ou do futuro. O passado e o futuro não sustentam a vida, eles têm a recordação e a esperança da vida, mas não são a vida.”
Sei que meu sentimento em relação ao edital do projeto deveria ser: Fiz o que pude, da melhor forma que pude. E seguir a vida sem expectativas de resultado. Mas é tão difícil conter o querer.

É possível viver plenamente o momento esquecendo o que passou e não projetando que a vida seja conforme nosso desejo? É possível viver a vida com essa total entrega, desapegado do ontem e despreocupado com o amanhã? Foram tão raros os momentos em que tive essa entrega. Mas foram justamente esses momentos que se tornaram inesquecíveis e que deram sentido à vida.

O processo, como sempre, também me fez lembrar das crianças desaparecidas que busco. Elas sempre estão em meu pensamento. Não consigo deixá-las no lugar onde devem estar. Também não consigo ansiar por não encontrá-las. Conviver com a lembrança de um desaparecido é isso. Não se consegue seguir sem ele e nem imaginar um futuro sem ele. O desaparecido está sempre presente. Talvez por isso esse projeto seja tão importante.

Por Wal Ferrão