Mostrando postagens com marcador assassinato de crianças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador assassinato de crianças. Mostrar todas as postagens
05 janeiro 2018
Pedofilia é crime
Nossa primeira campanha de 2018. A pedofilia, além de traumatizar e marcar negativamente a vida da vitima, também motiva exploração e crimes sexuais contra a criança. Nos ajude a combater esse flagelo. Vamos conscientizar para mudar.
02 janeiro 2016
Documentário sobre o Projeto Gente do Amanhã estreia na Europa
Convidamos vocês a assistir a um documentário gravado em novembro no Brasil sobre o Projeto Gente do Amanhã, realizado pelo Portal Kids com o apoio da Agência Internacional DKA Áustria e que estreou na Áustria neste dia primeiro de janeiro. Por coincidência na data de aniversário de Amanda do Nascimento, sequestrada e morta quando tinha 9 anos no ano de 2002, cuja a história foi retratada no documentário, sem imaginarmos que ele estrearia no dia em que ela, se fosse viva, completaria 22 anos.
Este documentário é dedicado a Amanda, para quem ainda buscamos a Justiça dos Homens.
http://tvthek.orf.at/
Marcadores:
Amanda,
assassinato de crianças,
Áustria,
DKA Áustria,
documentário,
europa,
menina sequestrada,
portal kids
18 novembro 2015
Ministério Público oficializa apoio às Mães do Brasil
![]() |
| Jovita Belfort, Dr. Márcio Mothé, Dr. Erttulei Matos, Graça Oliveira, Luciene Torres, Rogéria Alves e Wal Ferrão no encontro no Ministério Público |
Ontem consolidou-se o primeiro resultado do Movimento Mães do Brasil nas Ruas. Fomos recebidas pela Subprocuradoria de Direitos Humanos do Ministério Público do Rio de Janeiro, que passará a acompanhar todos os casos de desaparecimento de pessoas cuidados pelo Portal Kids. Também ganhamos o apoio do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID).
Um dos casos que solicitamos prioridade é o da menor Amanda do Nascimento, 9 anos, que em 2002 desapareceu ao sair de um supermercado que ficava próximo a sua residência no Bairro de Fátima, Rio de Janeiro. No ano de 2005, quando o Portal Kids passou a cuidar do caso, um suspeito foi preso pelo caso do sequestro de uma menor na comunidade da Rocinha. Segundo informações da Polícia Civil ele também confessou o assassinato de Amanda, cujo corpo foi encontrado sem roupas, carbonizado, com o pescoço esmagado e o crânio esfacelado. Ao fim do prazo da prisão preventiva, fugiu e desde então está foragido.
![]() |
| Amanda, anjo a espera da Justiça dos homens |
“Se preciso eu me acorrentarei em algum espaço da cidade e só sairei quando tiver a certeza que o caso de Amanda voltou a ser investigado”, garantiu Jovita Belfort, uma das lideres das Mães do Brasil ao Dr. Márcio Mothé, coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público, que mostrou-se muito sensibilizado e solidário com os casos apresentados.
O Dr. Ertulei Laureano Matos, subprocurador geral de Direitos Humanos e Terceiro Setor do Ministério Público, que também esteve reunido ao grupo, prometeu o total apoio do órgão.
Em dezembro, o Movimento Mães do Brasil voltará às ruas em busca de apoio de mais instituições. Acompanhe nossos passos em defesa dos desaparecidos, compartilhe nossa causa nas redes sociais e faça da nossa luta a sua. Compartilhe com as hashtags. #justiçaparaamanda #anjoaesperadajusticadoshomens
Veja o link do Ministério Público
16 setembro 2015
Visita a Sidinéia
![]() |
| Wal e Luciene com Sidinéia exibindo a filha Larissa no peito |
Na segunda, 14, eu e a mãe Luciene Torres
fomos visitar a Sidinéia Machado. Sua filha Larissa, de 14 anos, que estava
desaparecida, teve o corpo identificado. Sidnéia passou por toda a "via crucis"
da mãe que teve a filha desaparecida. Buscas sem fim em recantos perigosos do
Rio de Janeiro para apurar denúncias que chegavam para ela, IML, hospitais.
Quando um corpo de menina foi encontrado com as características de sua filha,
ela não pode acreditar. Fez o DNA e depois de uma espera de quase 9 meses, um
segundo parto, descobriu que a filha havia mesmo voltado para Deus. Nessa busca
perdeu emprego, a paz, a tranquilidade. Ganhou aquela dor desumana da mãe que
perde seu filho.
Sidinéia ficou muito feliz com
nossa visita. Misturou sorriso e lágrimas. Fez questão de posar conosco com a
camiseta da foto da filha Larissa.
Contei para ela a história de
Krisha Gotami que conto para todas as Mães do Brasil. Esperamos e desejamos a
Sidinéia muita força nesse momento de luto.
Reproduzo aqui a história de
Krisha Gotami que já publiquei uma vez nesse blog, retirada do Evangelho de
Buda:
“Krisha Gotami teve um filho e este
morreu. Desesperada de dor ia com o menino morto de casa em casa, pedindo um
remédio. Mas as pessoas diziam:“Está doida! Esta criança está morta!"
Mas um camponês teve pena dela e sugeriu que fosse procurar o Buda.
Krisha Gotami foi ver o Iluminado e exclamou, chorando:
“Senhor meu e mestre. Meu filho estava brincando entre as flores e tropeçou numa serpente que se enroscou no seu braço. Ficou logo pálido e silencioso. Não posso aceitar que ele deixe de brincar ou que deixe o meu colo. Senhor meu mestre, dá-me um remédio que cure o meu filho.”
O Iluminado respondeu que a única coisa que podia curar a criança e também a ela, se pudesse consegui-la, era uma simples semente de mostarda preta, muito comum na Índia, mas que só poderia ser obtida de uma casa que não tivesse morrido ninguém.
Aflita, Krisha Gotami foi de casa em casa pedindo o grão de mostarda. As pessoas se compadeciam dela e lhe davam, porém, quando ela perguntava se já tinha morrido alguém naquela casa, lhe respondiam:
“Ah! Poucos são os vivos e muitos os mortos. Não despertes nossa dor.”
Agradecida, ela lhes devolvia a mostarda e continuava a busca, sem encontrar nenhuma casa onde não tivesse morrido alguém.
Krisha Gotami voltou chorosa para o Iluminado dizendo-lhe:
“Ah! Senhor, não pude encontrar mostarda em casa onde não tivesse havido morte. Então, entre as flores silvestres, na margem do rio, deixei meu filho que não queria mamar nem sorrir, e volto para ver teu rosto e beijar teus pés suplicando-te que me digas onde encontrar essa semente, sem deparar ao mesmo tempo com a morte, pois, apesar de tudo não posso crer na morte de meu filho, como todos me disseram e temo tenha acontecido.”
O mestre respondeu-lhe:
“Procurando o que não podes encontrar, achaste o amargo bálsamo que eu queria dar-te. Sobre teu seio, o ser que amas dormiu hoje o sono da morte. Agora já sabes que todo mundo chora uma dor semelhante à tua. O sofrimento que aflige todos os corações pesa menos do que se concentrado num só. Escuta! Derramaria eu meu sangue se, ao derramá-lo pudesse deter tuas lágrimas e descobrir o segredo de o amor causar angústia e através de prados floridos conduzir-vos ao sacrifício, qual mudos animais conduzidos por seus donos. Nenhum nascido pode evitar a morte. Assim como os frutos maduros caem da árvore, assim os mortais estão expostos à morte desde que nascem. A vida corporal do homem acaba partindo-se como a vasilha de barro do oleiro. Jovens e adultos, néscios e sábios, todos estão sujeitos à morte. Porém, o sábio que conhece a Lei não se perturba, porque nem pelo pranto nem pelo desânimo obtém a paz, mas pelo contrário, avivam as dores e os sofrimentos do corpo. A morte não faz caso de lamentações. Morre o homem, e seu destino está determinado por suas ações. Embora viva dez ou cem anos, acaba o homem por separar-se de seus parentes ao sair deste mundo. Quem deseja a paz da alma, deve arrancar de sua ferida a flecha do desgosto, da queixa, da lamentação. Feliz será aquele que consegue vencer a dor. Sepulta tu mesma o teu filho.”
Extenuada pela dor, Krisha Gotami sentou-se à beira do caminho, pôs-se a meditar no silêncio do entardecer e disse consigo: "Quão egoísta sou eu em minha dor! A morte é o destino comum de tudo quanto vive. Porém, neste vale desolado há um caminho que conduz à imortalidade - aquele que elimina de si todo egoísmo.
E sufocando o amor egoísta que sofria por seu filho, enterrou-o no bosque. E foi logo refugiar-se no Iluminado, e encontrou consolo que alivia o coração dilacerado pela dor.”
30 maio 2012
Você deixa seu filho circular sozinho na rua?
Outro dia soube que minha sobrinha, de oito anos, que mora nos Estados Unidos, passou a ir acompanhada apenas por amiguinhos para a escola. Fiquei preocupada, principalmente ao descobrir que em um pequeno trecho da volta para casa, ela seguia sozinha. Alertei e fiz uma verdadeira campanha familiar para que ela voltasse a circular na rua acompanhada por um adulto de confiança.
A maioria dos casos que cuidamos as crianças desapareram assim. Em trajetos muito próximos de sua residência, durante a ida ou volta para a escola, ou ída e volta de um comércio muito próximo de casa.
Qual a idade correta para uma criança começar a circular sozinha? É aquela em que você tem a certeza de que ela saberá rejeitar e se defender de uma abordagem suspeita na rua. Lembre-se que este é um crime que as políticas públicas do mundo inteiro ainda não conseguem agir rapidamente e impedir. Não pense que isso não possa vir a acontecer com seu filho.
Leia o caso de Etan Patz, o menino que motivou a criação do Dia Internacional da Criança Desaparecida, comemorado no último dia 25 de maio.
http://glo.bo/K6XK3j
Por Wal Ferrão
wal.ferrao@portalkids.org.br
Ilustração de Mariana Massarani criada especialmente para o Portal Kids
25 maio 2012
24 maio 2012
Coragem "Xuxas"
Desde que Xuxa Meneghel revelou numa entrevista de TV que sofreu abusos na infância, venho assistindo ela ser enxovalhada através das redes sociais. A apresentadora foi taxada de “louca, hipócrita e de querer se promover através da história”. Xuxa recebeu o mesmo tratamento que a vida inteira presenciei ser dado as mães de crianças desaparecidas. Das pessoas anônimas que gritavam impropérios ao passar nas escadarias da Câmara dos Vereadores na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro, onde antigamente elas se reuniam para exibir o retrato dos filhos; a alguns policiais nas delegacias em que buscavam solução para as investigações. Quantas vezes ouvi a frase: “Essas mulheres não cuidam dos filhos e depois vão para a televisão querer aparecer!” Inicialmente, isso chegava a me deixar tremula de indignação. Nesses momentos uma das mães sempre segurava minhas mãos e me consolava, dizendo frase semelhante a dita por Jesus no momento de sua crucificação: “Deixa minha filha. Eles não sabem o que dizem.” Um dia ouvi de Tercília Frederico, a criadora do movimento Mães do Brasil, um ensinamento que ainda não consigo praticar integralmente, mas que reconheço ser verdade. Por toda vida ela ouviu de pessoa muito próxima que a culpa de seu filho ter desaparecido era dela, que atrasou o almoço e permitiu que o menino ficasse a brincar mais um pouco na pracinha diante de sua casa. “E a senhora aceita isso?”, protestei. Ao que ela respondeu: “Minha filha, a gente tem que aprender a amar os ignorantes”.
Ao expor o abuso sofrido na infância Xuxa desnudou uma ferida que ninguém quer olhar, quanto mais revolver. Para tratar essa ferida o ser humano tem que reconhecer um lado de sua natureza que a maioria prefere fingir que não existe. Que alguns seres humanos são sim, capazes de se aproveitar da inocência da criança para abusar dela. Que alguns são capazes de retirar crianças do convívio de suas famílias, violentá-las, matá-las com requintes de extrema crueldade e abandonar seus corpos em matagais. Onde muitas vezes ficam insepultos enquanto suas mães continuam a esperar um filho que jamais irá voltar.
Muita gente questionou o fato de só agora, depois de tantos anos, Xuxa vir a público assumir o abuso. Se você conversar com uma mãe de desaparecido ela vai se portar como se o filho tivesse lhe sido tirado naquele momento. A dor faz o tempo parar, embora a vida continue. Assim também age a vítima de abuso. Ela segue em frente à medida que os anos vão passando, mas a dor e a culpa ficam estagnadas no tempo. Tal constatação eu fiz após cuidar de mais de 10 mil casos de crianças e famílias vítimas de pedofilia.
Fico pensando o que não deve estar passando pela cabeça de uma criança que neste momento está sendo vítima de um abuso. Terá ela coragem de romper o silêncio quando a apresentadora, uma referência para crianças no mundo todo, está despertando tais reações com seu desabafo? Xuxa teve muita coragem em expor o lado podre do ser humano. Será que não está na hora de parar de julgar a vítima e tratar de identificar e deter o agressor? Para Xuxa não dá mais tempo, mas ainda dá para as crianças que estão sendo abusadas nesse momento.
Ontem, ao ler um artigo do Artur Xexéu sobre a atitude de Xuxa e as reações provocadas na Internet, achei tão interessante que o compartilhei com os jovens do Projeto Gente do Amanhã. Hoje, pela manhã, ao entrar na Internet para ver a resposta dos nossos jovens, o retorno deles me encheu de esperança. Disse uma das jovens, que por sinal teve uma irmã desaparecida e que até hoje não foi localizada, que amou o artigo e observou: “Infelizmente é a nossa realidade! Já está na hora de reverter essa situação!”
A imagem que ilustra esse post é da escultura do podereso guerreiro David, que venceu o gigante Golias e foi retratado por Michelangelo desnudo. Por que será que o artista italiano, considerado o maior de todos os tempos, retratou o guerreiro nú?
Por Wal Ribeiro
wal.ribeiro@abril.com.br
Ao expor o abuso sofrido na infância Xuxa desnudou uma ferida que ninguém quer olhar, quanto mais revolver. Para tratar essa ferida o ser humano tem que reconhecer um lado de sua natureza que a maioria prefere fingir que não existe. Que alguns seres humanos são sim, capazes de se aproveitar da inocência da criança para abusar dela. Que alguns são capazes de retirar crianças do convívio de suas famílias, violentá-las, matá-las com requintes de extrema crueldade e abandonar seus corpos em matagais. Onde muitas vezes ficam insepultos enquanto suas mães continuam a esperar um filho que jamais irá voltar.
Muita gente questionou o fato de só agora, depois de tantos anos, Xuxa vir a público assumir o abuso. Se você conversar com uma mãe de desaparecido ela vai se portar como se o filho tivesse lhe sido tirado naquele momento. A dor faz o tempo parar, embora a vida continue. Assim também age a vítima de abuso. Ela segue em frente à medida que os anos vão passando, mas a dor e a culpa ficam estagnadas no tempo. Tal constatação eu fiz após cuidar de mais de 10 mil casos de crianças e famílias vítimas de pedofilia.
Fico pensando o que não deve estar passando pela cabeça de uma criança que neste momento está sendo vítima de um abuso. Terá ela coragem de romper o silêncio quando a apresentadora, uma referência para crianças no mundo todo, está despertando tais reações com seu desabafo? Xuxa teve muita coragem em expor o lado podre do ser humano. Será que não está na hora de parar de julgar a vítima e tratar de identificar e deter o agressor? Para Xuxa não dá mais tempo, mas ainda dá para as crianças que estão sendo abusadas nesse momento.
Ontem, ao ler um artigo do Artur Xexéu sobre a atitude de Xuxa e as reações provocadas na Internet, achei tão interessante que o compartilhei com os jovens do Projeto Gente do Amanhã. Hoje, pela manhã, ao entrar na Internet para ver a resposta dos nossos jovens, o retorno deles me encheu de esperança. Disse uma das jovens, que por sinal teve uma irmã desaparecida e que até hoje não foi localizada, que amou o artigo e observou: “Infelizmente é a nossa realidade! Já está na hora de reverter essa situação!”
A imagem que ilustra esse post é da escultura do podereso guerreiro David, que venceu o gigante Golias e foi retratado por Michelangelo desnudo. Por que será que o artista italiano, considerado o maior de todos os tempos, retratou o guerreiro nú?
Por Wal Ribeiro
wal.ribeiro@abril.com.br
23 fevereiro 2012
Mudança no Código Penal

A comissão de 16 juristas que estuda a revisão do Código Penal, instituída pelo Senado desde o final do ano passado, estará em São Paulo para coletar sugestões da população, especialmente das pessoas que foram vítimas de violência. Eles promovem audiência pública na próxima sexta, 24, às 14h, no Tribunal de Justiça de São Paulo.
“Trata-se de uma grande oportunidade para que os movimentos, ONGs e entidades ligadas às vítimas de violência possam externar suas opiniões, de modo a contarmos com uma legislação atualizada aos novos tempos. Afinal, o Código Penal em vigor é de 1940 e ele está defasado em relação à situação de violência que, infelizmente, ainda vivemos no nosso dia a dia. É a possibilidade que a sociedade tem de lutar por justiça, um passo importantíssimo para acabarmos com a impunidade no nosso país”, afirma a deputada federal Keiko Ota (PSB-SP), que acompanha periodicamente as reuniões da comissão.
Coordenadora do movimento União em Defesa das Vítimas de Violência (UDVV), ela é mãe de Ives Ota, sequestrado e assassinado aos oito anos. A entidade está responsável por mobilizar os movimentos, ONGs e instituições para a audiência pública. Em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Keiko Ota preside a Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência. Devido aos trabalhos desenvolvidos pela Frente, a deputada federal foi convidada a participar dos encontros com os juristas que analisam a reforma do Código Penal.
As contribuições trazidas pela sociedade servirão para auxiliar na elaboração das mudanças à legislação penal. A comissão tem até maio deste ano para apresentar anteprojeto relacionado ao tema. “Daí, insisto, a necessidade das pessoas, familiares e movimentos em defesa da paz comparecerem à audiência pública para apresentarem suas sugestões. É uma ocasião única de aperfeiçoarmos o Código Penal para que tenhamos, de fato, justiça para todos, principalmente para aqueles que foram vítimas de violência”, explica Keiko Ota.
Uma das propostas defendidas pela deputada federal, e que está em discussão pelos juristas, é o aumento da pena máxima de 30 para 40 anos. “Esta é uma das demandas da sociedade em meio a uma série de distorções que precisam ser corrigidas. A progressividade, hoje, prevê que ao cumprir 2/5 da pena, o preso automaticamente pode ser libertado. Ou seja, independentemente do tipo de violência cometida, o apenado fica preso por, no máximo, 12 anos”, diz.
Segundo a deputada, outra questão que merece atenção é a necessidade de estabelecer critérios mais rigorosos para a concessão de benefícios como o indulto de Natal, a saída temporária da prisão e até mesmo a liberdade condicional. Para tanto, a parlamentar propõe a volta do exame criminológico, o que seria uma forma de se dispor de um diagnóstico efetivo do preso que demonstre se ele reúne condições seguras para usufruir desses direitos. Dessa maneira, a sociedade estará protegida de eventuais criminosos que não tenham comportamento compatível à obtenção desses benefícios.
“Somente com a mobilização e o apoio maciço da sociedade é que conseguiremos garantir justiça a quem realmente precisa de justiça. É importante que se diga que nós, vítimas de violência, não queremos vingança pelo ocorrido conosco. O que queremos é, isso sim, direitos humanos que sirvam para todos. Essa é a nossa luta, esse é o nosso objetivo”, aponta a deputada federal Keiko Ota.
SERVIÇO
Audiência pública sobre revisão do Código Penal
Dia 24 de fevereiro, às 14 horas
Concentração a partir das 12 horas
Tribunal de Justiça de São Paulo
Palácio da Justiça – Praça da Sé, s/n
Assinar:
Postagens (Atom)







