31 Março 2011
Matéria no RJTV da TV Globo
27 Março 2011
Três gerações
“Calma aí, gente! Que eu sou muito bem casada!” – disse ela.
Bem lembrado, mamãe. Vai que o “papai” lê esse post!
Por Wal Ferrão
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19 Março 2011
Super Lua
Por Wal Ferrão
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Ser diferente
Em recente reunião de trabalho com a diretora Valéria Magalhães ela me contou a história de uma garotinha que está acompanhando. A menina, que ano passado estudava numa escola com método de ensino diferenciado, onde os talentos individuais das crianças são valorizados e estimulados, entrou este ano para uma escola que segue o ensino tradicional e está tendo muitas dificuldades de adaptação. Aluna brilhante, a criança também se destacava em aulas de teatro, música e dança que fazia na antiga escola. O bom desempenho que vem conseguindo nas matérias em sala de aula tem motivado os ciúmes e as chacotas das novas amiguinhas de turma, que implicam com ela usando o fato de ser gordinha. A menina foi aconselhada pelos parentes a reagir à altura as provocações; mas, por ser muito sensível, ela não consegue revidar. Preocupados, os pais já pensam em transferi-la novamente para a antiga escola.
E por que não fazem isso? – eu quis saber.
“A avó acha que estudar numa escola com método tão diferenciado acabará por superprotegê-la e deixá-la incapacitada ao convívio social” – respondeu-me Valéria.
Até meus nove anos também estudei numa escola experimental. Chamava-se Reino Encantado e ficava na Rua Valparaíso, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. A escola, para minha desventura, fechou as portas e meus pais não conseguiram outra com sistema de ensino semelhante. Passei metade do ano letivo entrando e saindo de escolas tradicionais sem conseguir me adaptar a nenhuma. Acabei cedendo a uma que ficava próxima de minha casa atendendo ao sensato argumento de meu pai que era melhor estudar em uma escola tradicional do que ficar sem estudos. Adiantada demais, pulei uma série, onde as crianças eram todas mais velhas do que eu. As mesmas também sentiam ciúmes de meu desempenho em sala de aula e custei a fazer amigos. Continuei a mesma aluna aplicada, mas em comportamento, me transformei numa verdadeira peste. Minha mãe foi tantas vezes chamada à secretaria para receber reclamações de minhas travessuras que, envergonhada, encarregou meu pai de tentar dar um jeito em minha rebeldia. Entre outras coisas: puxei o véu de uma irmã para ver como era o seu cabelo, fugia da aula de religião pulando o muro da escola e cortei a bainha da saia do uniforme por me recusar a ir com uma saia até os joelhos. Meu pai tentava impedir minha expulsão lembrando a diretora que eu só estava tentando chamar atenção. Quem sabe se fosse ignorada... Sosseguei por fim quando o colégio contratou uma professora de música e teatro, a Maria Alice Sena, que é minha amiga até hoje e foi maestrina do Coral das Mães do Brasil durante o projeto Criança Esperança. Com o fim das aulas de artes no colégio, segui triste e inadaptada até o primeiro ano Normal quando fui reprovada em português por meio ponto, uma vergonha para uma aluna que até então só tirava 10. Realmente, há males que vem para bem. Minha mãe descobriu uma escola pequena, sem tradição de ensino, mas que tinha dependência e uma filosofia semelhante ao Reino Encantado de minha infância. Nesta escola voltei a ser a aluna dedicada que se formou no Normal e no Cientifico com 17 anos. Ambas as escolas tiveram um significado especial em minha formação. Escolas que valorizam individualmente os alunos formam seres humanos que valorizam mais a vida e o semelhante.
Ser diferente é difícil, incomoda, chama atenção, mas por que temos que seguir um padrão de comportamento que nos distancia da felicidade? Não está na hora do sistema educacional começar a valorizar também o aluno individualmente e não apenas se preocupar com a transmissão de conteúdo didático?
Por Wal Ferrão
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15 Março 2011
13 Março 2011
Bruna Surfistinha

Na noite de sábado fui assistir Bruna Surfistinha. Quando comentei com um amigo que estava querendo ver o filme, ele olhou-me espantado e cobrou: “Você, que luta contra a prostituição infantil, vai ver filme sobre uma garota que largou a família para se prostituir?” Como se eu vivesse por ai julgando as pessoas. Mal sabe ele que atendo a família de uma menina com história muito semelhante. Ela tem pais que a amam e se preocupam com seu bem estar, mas mesmo assim está fora de casa, provavelmente se prostituindo para se sustentar. Quando era ainda adolescente, localizei essa garota que ficou desaparecida por quase um ano e a entreguei de volta para a mãe. Nossos esforços e a dedicação da família não conseguiram mantê-la em casa quando ela completou 18 anos. Eu não a julgo, muito pelo contrário, a amo como se fosse minha filha. Vejo uma luz nela e me sinto triste por estar na ruas sem estudo e sem profissão.
Assisti a história da ex-garota de programa Raquel Pacheco no cinema, muito bem interpretada pela atriz Deborah Secco, com a maior atenção. Eu queria entender porque as surfistinhas estão ai pelas ruas para quem sabe assim poder ajudar a surfistinha que convivo. Aliás, fui assistir ao filme acompanhada de uma de minhas tias, que me revelou conhecer uma ex-garota de programa que também se casou com um cliente e com ele teve duas filhas, construindo uma família muito feliz. Todos os amigos que convidei para irem ao cinema comigo torceram o nariz para a história. Gostei do filme, que nos leva a refletir sobre o vazio da vida de grande parte de nossos jovens, a ausência de ideais e valores. Mas não consegui chegar ao entendimento que eu queria. Sem julgamentos, negociar o corpo de forma tão aviltante (parece que fazem isso como forma de punição psicológica) não pode ser melhor do que enfrentar os conflitos na família. Digo no caso específico da jovem a quem me refiro, que não é abusada e nem maltratada em casa, como a Raquel não o era. Na minha avaliação do filme Bruna foi apenas um personagem da Raquel, que de forma impressionante manteve a personalidade preservada e força suficiente para se reencontrar depois de experimentar as drogas e a prostituição. Mas quantas meninas não tem o entendimento e a força dela e se perdem de si mesmas pelo caminho. Temo que isso aconteça com a jovem que conheço e que me é tão cara. A prostituição é um negócio onde a saúde física e psicológica das meninas não é levada em consideração. Curioso é que o olhar de preconceito e condenação cai apenas nas meninas. Elas têm a sua responsabilidade, mas e aqueles que as exploram? Existe produto sem o comprador?
Por Wal Ferrão
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11 Março 2011
Japão

Nossa solidariedade ao povo do Japão que entra muito em nossa página através do Google Translate.
Muita força e fé!
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08 Março 2011
Dia Internacional da Mulher
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