30 setembro 2010

Revista tititi, que fez campanha por crianças desaparecidas, concorre a prêmio


Em 2005 a revista de celebridades tititi, da Editora Abril, criou uma campanha de divulgação de cartazes de crianças desaparecidas, inspirada na novela Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva, da TV Globo. Através da campanha uma menina de seis anos, que foi sequestrada e permaneceu em cárcere por sete meses, foi resgatada. Agora, a publicação, voltada para mulheres classe C, está concorrendo a um prêmio de jornalismo. Boa sorte a editora Márcia Piovesan que criou a campanha pelas crianças desaparecidas

Em sua 6ª edição, o Troféu AIB de Imprensa, “O Prêmio do Jornalismo Carioca”, instituído pela Associação de Imprensa da Barra da Tijuca (AIB), tem como finalidade principal premiar, valorizar e estimular a produção de matérias e programas de boa qualidade, com conteúdo jornalístico. Em 2010, a AIB vai premiar as seguintes mídias: Televisão, Rádio, Revista, Internet e Mídia Impressa. A votação termina no dia 15 de outubro e o resultado será divulgado no Portal AIB (www.aib.org.br) a partir do dia 16 de outubro.

VOTE AGORA: http://www.aib.org.br/votacao2010/

29 setembro 2010

A saga de uma família na busca de uma pessoa querida


Tudo começou numa ensolarada segunda-feira de 13 de julho de 2009. Meu irmão Arthur havia saído para dar a costumeira caminhada com nosso irmão João Batista, atualmente com 44 anos, portador de deficiência mental. Arthur chegou em casa desesperado, anunciando que João havia desaparecido diante de uma loja de biscoitos da Avenida Princesa Isabel, em Copacabana (Zona Sul do Rio). Sempre costumávamos comprar biscoitos neste local para oferecer a João durante a caminhada. Arthur entrou para comprar o biscoito, João ficou na entrada da loja como sempre fazia. Quando Arthur voltou minutos depois, não encontrou mais João.

Começava ali a nossa saga. Percorremos a pé todas as ruas dos bairros do Leme e Copacabana – nunca pensei que esses bairros fossem tão grandes. Procurei uma cabine da Polícia Militar que fica na nossa rua na esperança de que o policial de plantão fosse conhecido. Não era. Ele disse que nada poderia fazer para me ajudar. Avistei uma patrulha da PM, me dirigi aos soldados que estavam dentro do veículo e expliquei o que havia acontecido. Dei uma descrição do meu irmão, a roupa que ele vestia (camiseta de malha azul, bermuda branca com listas azuis e tênis azul marinho), que portava a carteira de identidade no bolso traseiro da bermuda, deixei meu telefone. Os policiais disseram que iriam passar um rádio para as outras cabines e patrulhas do Leme e de Copacabana. Segui em frente, falei com porteiros, comerciantes, jornaleiros, a cada patrulha ou cabine da PM fazia o mesmo e eles sempre diziam que iriam passar um rádio para as demais cabines e patrulhas. Não acredito que isso tenha sido feito. Se tivesse acontecido, meu irmão hoje poderia estar em casa. Apelei também para guardas municipais e salva vidas que fazem a segurança das orlas das praias do Leme e Copacabana. Minha mãe percorreu os bairros de táxi. No fim da tarde fomos a diversos hospitais e nada.

Por volta das 23 horas fomos a 12ª DP da Rua Hilário de Gouveia. Hilário mesmo foi a forma que fomos atendidas pelos policiais de plantão. Além de se recusarem a fazer o boletim de ocorrência, o policial ainda perguntou a minha mãe, uma senhora de 70 anos, bastante cansada pela procura de um dia inteiro de um filho doente desaparecido, se ela tinha certeza de que meu irmão não queria desaparecer.

O registro de ocorrência só foi feito no dia seguinte, na 10ª DP de Botafogo, que no entanto nos encaminhou mais uma vez para a 12ª DP, por ser a delegacia responsável por aquela região. Nunca vi uma delegacia tão despreparada. Parecia que eu e minha família éramos os bandidos.

No segundo dia percorremos os abrigos municipais e estaduais, IML (Instituto Médico Legal), Polinter e com o passar dos dias fomos em todos os hospitais da cidade, clínicas conveniadas ao SUS (Sistema Único de Saúde), bombeiros. Por diversas vezes percorremos a cidade com a equipe da prefeitura que recolhe o pessoal da rua. Por incrível que pareça encontramos a maior solidariedade entres os moradores de rua. Eles nos informam onde eles comem, tomam banho, se reúnem, dão indicações onde podemos procurar.

Continuamos na busca por meu querido irmão e tenho certeza que iremos encontrá-lo, mas temos que procurar modificar algumas coisas para facilitar a busca dessas pessoas, principalmente de crianças, pessoas portadoras de deficiência e/ou distúrbios psíquicos e de pessoas idosas, pois da forma que acontece atualmente fica difícil.

Alice Mattos, irmã de João e a mais nova integrante do movimento Mães do Brasil.

No próximo post você verá as dicas de Alice para famílias que buscam portadores de doenças psíquicas. Acima fotos de João, que quando desapareceu estava bem mais magro, tiradas do álbum de família. Se você tem alguma informação sobre ele envie um e-mail para maesdobrasil@portalkids.org.br ou ligue (22) 2651 74 62

28 setembro 2010

Parabéns Alessandro


Hoje nosso amigo Alessandro Lo-Bianco faz aniversário. Desde o início do ano ele nos ajuda voluntariamente, confeccionando novos cartazes para nossos filhos, cuidando do visual de nosso blog e implementando novas tecnologias que tem nos ajudado a divulgar a causa das crianças desaparecidas pelo mundo.
Alessandro, que Deus possa abençoá-lo e retribuir em dobro toda a ajuda que você tem dado aos nossos filhos.
Felicidade, saúde e alegria.
Muitos beijos das Mães do Brasil.

23 setembro 2010

Como agir ao reconhecer um desaparecido


DICA DE PREVENÇÃO: Graça Oliveira, uma das Mães do Brasil, foi procurada por uma vizinha que disse ter visto seu filho Luan de Oliveira dos Santos Nogueira, desaparecido há seis anos, na Rua Leite Ribeiro, em Fonseca, Niterói. Quando questionou a vizinha por que não falou com Luan, que estava sozinho e chegou a fitá-la insistentemente, a moça alegou que achou que o jovem já estava em companhia da família. Em situações assim, não deixe de se aproximar da pessoa desaparecida e tentar conversar com ela. Muitas vezes o desaparecido ronda a casa da família, sem coragem de voltar. E, se encontrar um desaparecido em situação de risco, chame a polícia.

22 setembro 2010

ALERTA LUAN


Atenção moradores de Niterói: Recebemos denúncia de que Luan de Oliveira dos Santos Nogueira, portador de doença psíquica, foi visto na Rua Leite Ribeiro, em Fonseca, Niterói. Quem tiver qualquer informação sobre ele entrar em contato através do e-mail: maesdobrasil@portalkids.org.br ou pelo telefone (22) 2651 74 62

19 setembro 2010

Suely Porfírio sobre o desaparecimento de sua filha Vanessa: "No Brasil não se respeita crianças pobres!"


Vanessa era uma menina inteligente, extrovertida e responsável. Aos 10 anos me ajudava nas tarefas domésticas e passou a ir ao mercado fazer pequenas compras. Morávamos no morro da Coroa no Rio de Janeiro e ela descia na kombi comunitária que fazia ponto em frente ao mercado. No dia em que desapareceu, ela voltou cedo da escola porque a professora estava doente. Foi ao mercado comprar uma lata de óleo e não voltou. Mandei meu filho mais velho procurá-la e quando ele voltou dizendo que ninguém tinha visto Vanessa, comecei uma busca desesperada. Fui ao supermercado, aos bares e lojas em volta, mas ninguém a viu. O motorista da kombi disse apenas que a viu atravessar a rua em direção ao supermercado. Subi o morro a pé, fui na casa de vizinhos, de amiguinhas de Vanessa, fui ao hospital da área, ao corpo de bombeiros. Rodei o dia todo, sempre voltando em casa, para ver se ela tinha aparecido. Por volta das 22 horas, fui à delegacia. O policial de plantão insinuou que minha filha havia fugido com o namorado. Em prantos, expliquei que ela tinha apenas 10 anos, não tinha nem corpo de moça, que dirá namorado. Ele me mandou ter calma, que daqui a pouco Vanessa apareceria. Amanheci aquela noite na rua, andando de um lado para outro. No dia seguinte, peguei uma foto de Vanessa e junto com alguns vizinhos, fizemos uma manifestação em frente ao supermercado. O jornal O Povo apareceu e fez a primeira matéria. Nem assim a delegacia aceitou registrar a ocorrência. O delegado só sabia dizer que Vanessa havia fugido com o namorado, mas eu sabia que algo muito grave havia acontecido. Fiquei sete dias sem colocar nada na minha boca. Andava, andava, andava, procurando Vanessa desesperadamente. Várias vezes desmaiei de fraqueza. Fiz outra manifestação, desta vez na entrada do túnel Santa Bárbara. Os policiais apareceram e começaram a atirar. Assustadas, as crianças que estavam na manifestação pacífica correram para dentro do túnel. Dois rapazes que chegavam do trabalho e nem estavam na manifestação correram para ajudar e acabaram presos. Desmaiada, fui levada para casa e depois à polícia apareceu para me buscar. Fui detida para o batalhão e lá expliquei que tentava há duas semanas registrar o desaparecimento de minha filha. Consegui registrar, mas nunca fizeram nada pelo caso de Vanessa. Dei uma entrevista no programa Sem Censura, da TVE. Um rapaz telefonou dizendo que minha filha estava na Bahia. Minha vizinha também passou a receber telefonemas de uma criança chorando. O delegado se recusou a rastrear as ligações. Quando a conta chegou, descobrimos que as ligações - a cobrar - estavam vindo de uma cidade do interior da Bahia. O rapaz voltou a telefonar dando a localização de onde estava Vanessa. O Jornal Nacional da Rede Globo foi até a cidade e filmou uma menina muito parecida com minha filha. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro localizou uma testemunha que confirmou que Vanessa estava vivendo numa casa que ficava próxima à casa em que essa testemunha trabalhava como empregada doméstica. Essa denunciante veio depor no Rio de Janeiro e me disse que, quando passava para o trabalho, via Vanessa na porta da casa chorando. Contou, também, que Vanessa fez amizade com uma menina da casa que ela trabalhava, que inclusive a deixava fazer as ligações. A moça contou que Vanessa só chorava e dizia estar com saudades da mãe. Nesse meio tempo, chegou ao meu conhecimento que uma caixa do mercado tinha deixado o emprego, porque viu uma mulher loira forçar uma criança a entrar num carro branco. Essa moça fugiu apavorada com medo de ter que denunciar. Procurei-a por todos os lugares mas não consegui encontrar. A policia prendeu os dois homens acusados de manterem Vanessa em cárcere, mas não encontraram a menina. Depois, essa denunciante voltou atrás no depoimento e eles foram soltos. Aquela velha história de que sem corpos não há crime. A liberdade desses homens me fez desacreditar totalmente na Justiça. Até hoje, guardo a conta com o número dos telefones dados por minha filha da casa desses homens. A Justiça tinha tudo para encontrar minha filha. Só faltava um pouquinho. No Brasil, não se respeita a vida humana, não se respeitam as crianças pobres."

15 setembro 2010

Suely, a Mãe Guerreira


No dia em que Vanessa Porfírio Diogo desapareceu, Suely Porfírio passou a noite inteira procurando a filha, sem comer ou dormir, andando sem parar. E assim ficou por sete dias até desmaiar na rua de pura exaustão. Ela precisou fazer manifestações junto com os vizinhos e chegou a ser detida, mas conseguiu finalmente registrar a ocorrência na delegacia. Tarde demais, porém. Meses depois Vanessa ligou para o telefone público da comunidade e disse o nome da cidade onde estava. Foram meses até conseguir que a delegacia mandasse rastrear a ligação. De posse do endereço da cidade, no interior da Bahia, não havia, naquela época, condições de viajar para apurar a denúncia. Quando isso finalmente aconteceu, os suspeitos foram presos, mas Vanessa não se encontrava mais no local. Durante muitos anos Suely procurou a filha. O caso da menina foi tema do primeiro Linha Direta, extinto programa da TV Globo. Através do programa chegou uma denúncia de que uma menina chamada Vanessa Porfírio estaria numa casa de prostituição em Recife. Suely foi até o local com a equipe do programa. O jogador Ronaldinho financiou a passagem dela. Apesar da menina ser muito parecida com sua filha, era um caso de homônimo. O bom dessa história é que ajudamos, juntamente com o Conselho Tutelar, a reintegrar essa menina de volta ao lar.

12 setembro 2010

Vanessa Porfírio Diogo, a Pequena Guerreira


Na tarde de 23 de junho de 1993, Vanessa Porfírio Diogo, então com 10 anos, voltou para casa, situada no Morro da Coroa, no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, porque sua aula na escola municipal onde estudava foi cancelada. Sem ter o que fazer a menina ofereceu-se para comprar uma lata de óleo que sua mãe Suely Porfírio, que trabalhava numa barraca de salgadinhos na própria comunidade, estava precisando. Vanessa trocou a camisa da escola por uma camiseta e desceu na kombi que fazia o transporte dos moradores da comunidade do alto do morro para as ruas no asfalto. O motorista, que conhecia a menina, chegou vê-la entrar no supermercado que ficava próximo a comunidade. Quem poderia imaginar que aquela seria a última vez que Vanessa seria vista por uma pessoa conhecida? E que uma nova notícia da menina só seria conseguida meses depois quando ela própria ligou para o telefone público que ficava situado dentro da comunidade a cobrar. Estava em prantos, mas conseguiu contar a pessoa que atendeu a ligação que ela estava numa cidade do interior da Bahia vivendo com um homem que tinha a alcunha de “Papa Anjo”. Graças a essa ligação os supostos sequestradores da menina foram presos e processados. Mas ela nunca mais apareceu.

A comovente história da pequena Vanessa, o pavor que deve ter sentido ao ser arrancada de casa e o que passou nas mãos do sequestrador; cuja alcunha nos dá a idéia de todo o horror que ela enfrentou; sua desesperada tentativa de socorro, sua coragem, me cortaram o coração. Na época que fiz minha segunda reportagem sobre desaparecimento de crianças, Suely, a mãe dela, havia perdido o contato com as outras mães. Encontrar Suely e entrevistá-la virou para mim uma obsessão. Antes de falar do encontro com essa mulher que me ensinou muito, gostaria de terminar essa postagem com a imagem de Vanessa. Seu corpo nunca foi encontrado. Quem pode dizer que ela não foi repassada para redes de prostituição? Muitas notícias já chegaram sobre Vanessa. Quem tiver qualquer informação sobre ela, não hesite em entrar em contato conosco.

Por Wal Ferrão
wal.ferrao@portalkids.org.br

10 setembro 2010

A semente de mostarda


Krisha Gotami teve um filho e este morreu. Desesperada de dor ia com o menino morto de casa em casa, pedindo um remédio. Mas as pessoas diziam:

“Está doida! Esta criança está morta!"

Mas um camponês teve pena dela e sugeriu que fosse procurar o Buda.

Krisha Gotami foi ver o Iluminado e exclamou, chorando:

“Senhor meu e mestre. Meu filho estava brincando entre as flores e tropeçou numa serpente que se enroscou no seu braço. Ficou logo pálido e silencioso. Não posso aceitar que ele deixe de brincar ou que deixe o meu colo. Senhor meu mestre, dá-me um remédio que cure o meu filho.”

O Iluminado respondeu que a única coisa que podia curar a criança e também a ela, se pudesse consegui-la, era uma simples semente de mostarda preta, muito comum na Índia, mas que só poderia ser obtida de uma casa que não tivesse morrido ninguém.

Aflita, Krisha Gotami foi de casa em casa pedindo o grão de mostarda. As pessoas se compadeciam dela e lhe davam, porém, quando ela perguntava se já tinha morrido alguém naquela casa, lhe respondiam:

“Ah! Poucos são os vivos e muitos os mortos. Não despertes nossa dor.”

Agradecida, ela lhes devolvia a mostarda e continuava a busca, sem encontrar nenhuma casa onde não tivesse morrido alguém.

Krisha Gotami voltou chorosa para o Iluminado dizendo-lhe:

“Ah! Senhor, não pude encontrar mostarda em casa onde não tivesse havido morte. Então, entre as flores silvestres, na margem do rio, deixei meu filho que não queria mamar nem sorrir, e volto para ver teu rosto e beijar teus pés suplicando-te que me digas onde encontrar essa semente, sem deparar ao mesmo tempo com a morte, pois, apesar de tudo não posso crer na morte de meu filho, como todos me disseram e temo tenha acontecido.”

O mestre respondeu-lhe:

“Procurando o que não podes encontrar, achaste o amargo bálsamo que eu queria dar-te. Sobre teu seio, o ser que amas dormiu hoje o sono da morte. Agora já sabes que todo mundo chora uma dor semelhante à tua. O sofrimento que aflige todos os corações pesa menos do que se concentrado num só. Escuta! Derramaria eu meu sangue se, ao derramá-lo pudesse deter tuas lágrimas e descobrir o segredo de o amor causar angústia e através de prados floridos conduzir-vos ao sacrifício, qual mudos animais conduzidos por seus donos. Nenhum nascido pode evitar a morte. Assim como os frutos maduros caem da árvore, assim os mortais estão expostos à morte desde que nascem. A vida corporal do homem acaba partindo-se como a vasilha de barro do oleiro. Jovens e adultos, néscios e sábios, todos estão sujeitos à morte. Porém, o sábio que conhece a Lei não se pertuba, porque nem pelo pranto nem pelo desânimo obtém a paz, mas pelo contrário, avivam as dores e os sofrimentos do corpo. A morte não faz caso de lamentações. Morre o homem, e seu destino está determinado por suas ações. Embora viva dez ou cem anos, acaba o homem por separar-se de seus parentes ao sair deste mundo. Quem deseja a paz da alma, deve arrancar de sua ferida a flecha do desgosto, da queixa, da lamentação. Feliz será aquele que consegue vencer a dor. Sepulta tu mesma o teu filho.”

Extenuada pela dor, Krisha Gotami sentou-se à beira do caminho, pôs-se a meditar no silêncio do entardecer e disse consigo: "Quão egoísta sou eu em minha dor! A morte é o destino comum de tudo quanto vive. Porém, neste vale desolado há um caminho que conduz à imortalidade - aquele que elimina de si todo egoísmo.

E sufocando o amor egoísta que sofria por seu filho, enterrou-o no bosque. E foi logo refugiar-se no Iluminado, e encontrou consolo que alivia o coração dilacerado pela dor.

COSTUMO SEMEAR ESSA HISTÓRIA PARA MÃES QUE PERDERAM SEUS FILHOS.

09 setembro 2010

Divulgue o cartaz de Josemar


Tercília Frederico, a mãe que motivou a criação do projeto Mães do Brasil atualmente está percorrendo o Rio de Janeiro divulgando o cartaz acima, do filho Josemar. Os cartazes impressos foram um apoio da deputada federal Andreia Zito, relatora da CPI da Criança Desaparecida. Ajude a "mãe das mães" nesta divulgação. Imprima e divulgue o cartaz de Josemar em locais de grande circulação de pessoas e também o divulgue na Internet.

Em breve você vai conhecer outra mãe do grupo, a guerreira Suely Porfírio, cuja história de luta para localizar a filha Vanessa será abordada no Blog das Mães do Brasil.

06 setembro 2010

Maria da Penha, a mulher que deu nome a lei

A Lei que protege as mulheres contra a violência recebeu o nome de Maria da Penha em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes. Em 1983, Maria da Penha recebeu um tiro do marido enquanto dormia. Depois de um período no hospital, de volta para casa, ela foi mantida em cárcere e submetida a novas agressões por parte do marido. Após nova tentativa de assassinato (ele tentou eletrocutá-la empurrando a cadeira de rodas para baixo do chuveiro), Maria da Penha, conseguiu, através de uma autorização judicial, deixar a casa com as filhas.
Sete anos depois, o marido foi a júri, sendo condenado a 15 anos de prisão. A defesa apelou da sentença e, no ano seguinte, a condenação foi anulada. Um novo julgamento foi realizado em 1996 e uma condenação de 10 anos foi-lhe aplicada. Só que o marido de Maria da Penha ficou apenas dois anos em regime fechado. Já a farmacêutica ficou presa a uma cadeira de rodas para o resto da vida. O que não a impediu de se engajar em movimentos sociais e denunciar o Brasil por violação dos direitos humanos à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA pela negligência do Estado Brasileiro tratar os casos de violência doméstica no Brasil.

Assim, a Lei nº 11.340 foi sancionada pelo Presidente da República em 07 de agosto de 2006. Em vigor desde 22 de setembro de 2006, a "Lei Maria da Penha" dá cumprimento, finalmente, as disposições contidas no §8º, do artigo 226, da Constituição Federal de 1988, que impunha a criação de mecanismos para coibir a violência no âmbito das relações familiares, bem como à Convenção para Previnir, Punir e Erradicar a Violência Contra à Mulher, da OEA (Convenção de Belém do Pará), ratificada pelo Estado Brasileiro há 11 anos e, ainda, à Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW) da ONU (Organização para as Nações Unidas).

Toda história de Maria da Penha pode ser conhecida através da biografia escrita por ela: "Sobrevivi... Posso contar."

03 setembro 2010

"Manual de Sobrevivência da Mulher"


No próximo dia 22 de setembro a Lei Maria da Penha completa quatro anos em vigor. A lei alterou o Código Penal Brasileiro possibilitando que agressores de mulheres tanto no âmbito familiar quanto doméstico sejam processados, indiciados, muitos deles condenados e presos. Tudo isso sem contar que se as agressões forem sérias, causando lesões corporais à mulher, o agressor poderá ser preso em flagrante ou decretada sua prisão se foragido.

Apesar do avanço, esse tipo de violência ainda é frequente e muitas vezes as mulheres não sabem como agir e também não tem conhecimento de seus direitos perante a Justiça. Para tentar mudar esse quadro o advogado paulista Ângelo Carbone, que trabalha há mais de 35 anos defendendo esse tipo de causa, resolveu criar o “Manual de Sobrevivência da Mulher”, que orienta as mulheres como devem proceder em cada situação.

No “Manual de Sobrevivência da Mulher” diversos temas são abordados, como: Agressões (física e verbal), divórcio, guarda de filho, adoção, cuidados, relacionamentos casuais....enfim, diversos temas de interesse do universo feminino.

O manual está sendo distribuído gratuitamente e pode ser solicitado pelo email: manualsobrevivenciamulher@gmail.com ou baixar diretamente do site: http://manualdasmulheres.com.br.

01 setembro 2010

Concurso de Desenhos para Crianças


Para garantir o interesse das gerações futuras na preservação do bioma mais ameaçado do país, a Fundação SOS Mata Atlântica lança um concurso de desenhos. Crianças de 7 a 14 anos poderão enviar desenhos com o tema “Biodiversidade da Mata Atlântica Brasileira” até 30 de outubro (data da postagem no correio). Os desenhos podem ser feitos com técnicas e materiais diversos, como tinta, lápis de cor, hidrocor, aquarela, guache, grafite.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por correio ou pessoalmente na sede da SOS Mata Atlântica, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, com o envio do desenho em papel A4 e ficha de inscrição (disponível para impressão no site www.sosma.org.br). Escolas e outros grupos podem enviar diversas inscrições de diferentes participantes num único envelope, desde que cada desenho esteja grampeado com a respectiva ficha. Cada criança pode inscrever apenas um trabalho e não serão aceitos desenhos que já tenham sido publicados ou recebido algum prêmio, eles devem ser individuais, inéditos e originais.

Serão premiados 10 trabalhos com kits de produtos da SOS Mata Atlântica com camiseta, pelúcia, caneca, entre outros. O primeiro colocado também ganhará uma maleta com materiais para colorir e desenhar. Os desenhos vencedores poderão ser utilizados pela SOS Mata Atlântica em agendas, calendários, jogos, exposições, campanhas e outros fins promocionais ou institucionais. A avaliação será feita por um júri composto por profissionais da Fundação SOS Mata Atlântica e convidados que vão selecionar os trabalhos mais criativos, originais e adequados com o tema. Os vencedores serão divulgados no site da Fundação e avisados por e-mail ou telefone.
Para mais informações entre em contato com a Fundação pelo e-mail info@sosma.org.br ou pelos telefones (11) 3055-7888 ou (11) 3055-7896 de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h. Regulamento no site www.sosma.org.br.